Florianópolis: Explorando a ilha de Santa Catarina parte II

13 de novembro de 2012   |   América do Sul, Brasil, Florianópolis, Santa Catarina

Depois de ter compartilhado com vocês um pouco sobre os principais atrativos na ilha vou abordar sobre uma região pouco conhecida e que ainda não está sendo muito explorada pelo turismo: O Continente. Sei que muitos podem estar se questionando do por que dedicar um tempo da leitura ou até mesmo a visita em um lugar sem muito impacto turístico!? Na realidade, a falta de interesse pode ser decorrente da falta divulgação e/ou informação (quando comparada com a Lagoa da Conceição e a Praia da Joaquina) da mesma e no decorrer do texto vocês poderão concordar comigo… Não é só na ilha que podemos usufruir das belezas de Floripa! O Continente também está cercado delas!

O QUE CONHECER NO CONTINENTE

 1.Estreito

O principal atrativo do bairro é a Beira Mar Continental que conta com estacionamento gratuíto,  calçadão, ciclovia e uma vista maravilhosa para a ponte Hercílio Luz, bem como, avista-se os morros dos bairros de Cacupé e Sambaqui tornando a paisagem ainda mais bela.

A avenida Beira Mar Continental (Oficialmente Av. Poeta Zininho, em homenagem a um compositor nascido em Florianópolis, responsável pela composição do hino nacional da cidade) começa na curva da saída à direita da Ponte Colombo Machado Salle, que faz a ligação ilha-continente, passando pela Ponte Hercílio Luz e contornando todo o Bairro do Estreito.

Ela foi inaugurada em março desse ano durante as comemorações dos 286 anos de Florianópolis. Um evento não só marcou a inauguração da mesma, como também foi palco da gravação do novo DVD da dupla Vitor e Leo.

Estreito – Beira Mar Continental

2. Coqueiros

Um dos bairros mais charmosos do Continente conta com uma bela vista da Baía Sul, praias urbanas (impróprias para banho, mas há perspectivas de recuperar a qualidade da água) e conta com uma via gastrônomica de alto nível.

A partir do centro seguindo pela Ponte Colombo Salles, vire a esquerda e você estará na principal avenida do bairro: Avenida Desembargador Pedro Silva e todos os pontos de interesse do bairro tem fácil acesso no decorrer da mesma.

2.1.Parque de Coqueiros

O Parque de Coqueiros conta com ciclovias, pistas para caminhada, parquinho infantil e espaço para shows. Todos os anos o parque sedia o Festival da Primavera, com atrações artísticas e de lazer.

Parque de Coqueiros

Parque de Coqueiros (Conta com ciclovias e quadras de futebol e basquete)

2.2.Praia da Saudade ou Praia de Coqueiros

Com aproximadamente 650 metros de extensão e largura que varia entre 2 e 18 metros tem como ponto de partida a Rua José do Valle Pereira e segue até à Ponta da Ilhota.

Coqueiros – Praia da Saudade

2.3.Praia de Itaguaçu

É uma praia de mar de baía com águas claras e calmas com aproximadamente 670 metros de extensão sendo considerada uma das mais belas paisagens de Floripa.

Seu nome deriva do tupi-guarani que significa pedra grande e redonda dentro d’água ou “Viveiro de pedras grandes”. Estas pedras constituem interessantes formações de granito à beira da praia e em meio ao mar da Baía Sul. Sua paisagem inspirou o surgimento de muitas lendas sobre bruxas, na qual as mesmas teriam sido petrificadas originando as pedras.

Coqueiros – Praia de Itaguaçu

Coqueiros – Praia de Itaguaçu

No site República dos Açores a lenda é retratada da seguinte forma:

“A muitos anos atrás, de madrugada, numa sexta-feira de lua cheia, lá na beira da praia do Itaguaçú, na época um grande gramado em Coqueiros – Florianópolis, Santa Catarina, um bando de bruxas muito malinas, que tinham o costume de roubar canoas de pescadores para fazer os seus passeios bruxólicos noturnos, resolveu dar uma festa, convidando todos os elementares das matas e dos mares. Eram Boitatás, Mula-Sem-Cabeça, Curupira, Lobisomens…, sem a companhia do capeta. Além de cheirar a enxofre, o tinhoso bonitão era descarado e dissimulado, do tipo que só fala aquilo que você deseja ouvir e ver. Naquela noite, podiam-se ouvir as frenéticas gargalhadas das bruxas, de longe, muito longe, que eram de arrepiar os cabelos e tremer todos os ossos dos seres feitos de argila humana. O capeta, desconfiado, resolveu fazer a ronda. Deu uma volta pela redondeza para ver como as coisas estavam. Acontece que a sua bruxa preferida: uma benzedeira de zipra, zipela e zipelão, espinhela caída, carne quebrada, nervo torto e mal olhado, também saiu naquela noite para ver se o tinhoso andava por perto. Pois bem sabia ela, que se ele soubesse da tal festa, colocaria tudo a perder. O malvado só comparecia nas festas para abusar das bruxas. Elas já não agüentavam mais as suas sacanagens, pois ele só participava das festas para dar tapas, beliscões e mordidas nas bundas das bruxas. Isso, quando o tinhoso não ficava cutucando cada uma delas com o seu enorme rabo. Envolvidas nas urgias do capeta, as bruxas acordavam no dia seguinte com o corpo todo doido e marcas por todos os lados. Acontece que ao aproximar-se do ambiente festivo, o capeta pôde sentir o cheiro das bruxas e ouvir de longe as suas frenéticas gargalhadas. Ao ver que fora traído pelo bando de bruxas por ele tão cobiçadas, o tinhoso enfurecido, ajeitou os chifres embaixo do chapéu e o rabo sob sua vestimenta, cobrindo-se com um manto preto e esfarrapado. Assim, ele ficou ali de espreita, no meio de um pé de manguezal para dar o grande bote. Camuflado, o capeta foi chegando de mansinho e adentrou na grande festa, disfarçado de mendigo. Nesse momento o descarado pediu às bruxas, com voz roca e suplicante: “Me dê um pedaço de pão e um copo de água, por favor. Estou morto de fome e cede.” Ao verem aquele homem todo esfarrapado e com cheiro de bode, pedindo pão e água, as bruxas caíram na gargalhada, agindo com zombaria: “ Sai daqui coisa feia, mistura de cruz credo com aquilo. Seu horroroso, nem o tibinga é tão feio e fedido como tu! Ahahahahahahahaha…” Assim, todas as bruxas zombaram do infeliz. Mas o capeta continuou no disfarce, insistindo no pedaço de pão e no copo de água. Até que a bruxa mais velha do bando resolveu atender-lhe o pedido, dando-lhe uma migalha de pão oco e seco, e um copo de vinagre. Mas no momento em que ele mordeu o pão e bebeu o vinagre, ficou enfurecido…, perdeu um dente e cuspiu fogo na direção das bruxas e de todos os elementares. Nesse momento o mar, por sua vez, ficou revolto e o vento sul apagou as luzes das velas e das lamparinas que clareavam aquela noite escura. Foi quando as mãos, os braços e as pernas das bruxas começaram a encolher…, com as suas orelhas e nariz desaparecendo. Por sua vez, as ondas do mar inundaram campo verde, arrastando todos os seres elementares mar adentro, fincando-os um por um no lodo salgado, onde todos os seus convidados ali ficaram. E lá fora, na beira da praia o capeta exclamou aos berros e de bom tom: “Não quiseram me convidar para a festa, é? Nem quiseram me servir, nem me respeitar. Suas ingratas, que no lugar de água me deram vinagre e em vez de pão me deram um torrão; são só fofocas, maldades e traição. Desta vez terão seu troco. De agora em diante em forma de pedras viverão. E este campo transformo em mar, onde fincadas para sempre vocês possam ficar! Assim pediram, assim será! Ahahahahahahah…” Nessa noite, na beira da praia do Itaguaçu, o capeta sumiu. E as bruxas lá estão com todos os seus convidados transformados nas misteriosas pedras encantadas. Umas grandes e outras pequenas; de todos os tamanhos e formas.” Se Você duvidar, é só passar por lá. Lá na beira da praia do Itaguaçú, no Continente da Ilha da Magia, antiga Nossa Senhora do Desterro de Santa Catarina de Alexandria. Só assim você poderá ver essas pedras nas suas formas elementares, tais quais como o capeta as deixou. Este conto entrou por esta porta e saiu por aquela… Quem gostou conte a alguém, quem não gostou que feche a janela.” 

 2.4.Praia das Palmeiras

Atualmente, seus 300 metros de extensão tem uso quase que exclusivo para recreio de moradores locais. É considerada uma área balneária e de entrada e saída de pequenas embarcações, transmitindo e aproximando um cenário atípico de uma capital.

Coqueiros – Praia da Palmeiras

Coqueiros – Praia das Palmeiras

2.5. Via Gastrônomica

2.5.1.Pizzarias

Chico Toicinho
Endereço: Rua Desembargador Pedro Silva, n° 2392
Telefone: (48) 3954-2222

Forneria Pappatore
Endereço: Rua Desembargador Pedro Silva, n° 2450
Telefone: (48) 3249-0990

2.5.2.Japoneses

 – Osanai Temaki & Shushi
Endereço: Rua Fritz Muller, n° 50
Telefone: (48) 3024-5080

2.5.3.Frutos do Mar

– Lelo’s Restaurante
Endereço: Rua Desembargador Pedro Silva, n° 2314
Telefone: (48) 3249-0121

Rancho Açoriano
Endereço: Rua Desembargador Pedro Silva, n° 3240
Telefone: 3249-1414

2.5.4.Confeitarias

Confeitaria Vó Guilhermina
Endereço: Av. Max de Souza, n° 1236
Telefone: (48) 3248-1540

2.5.5.Carnes

– Maria Farinha Grill
Endereço: Rua Desembargador Pedro Silva (ao lado do Rancho açoriano)

2.5.6.Portuguesa

– Rei do Bacalhau
Endereço: Rua Desembargador Pedro Silva, 3130
Telefone: (48) 3348-0716

Por
Mariane Barbosa
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8 Comentários
  1. silver price   -   em 13 de novembro de 2012 13:13

    A ponte Hercílio Luz é uma das maiores pontes pênseis do mundo e a maior do Brasil. Construída em estrutura de aço, entre 1922 e 1926. Foi a primeira ligação entre a Ilha de Santa Catarina e o continente. Tem 821 metros de comprimento total, pouco mais de 5 mil toneladas de peso bruto e está a 28,5 metros acima do nível do mar. A Ponte Hercílio Luz está interditada desde janeiro de 1982, em razão da degradação de sua estrutura metálica. Após 25 anos de interdição, a ponte está sendo recuperada e deixará, muito em breve, de ser apenas bela e símbolo maior de Santa Catarina, para tornar-se novamente útil.

  2. Paula PS   -   em 13 de novembro de 2012 14:13

    Mas essa minha amiga escreve bem demais! Dá vontade de conhecer tudo! A gente até se imagina andando pelo parque, conhecendo as praias… Parabéns pela publicação Mari! Um beijo!

  3. Ana Paula   -   em 13 de novembro de 2012 18:57

    mari, incrível como seus textos tem o poder de me fazer sentir tudo sem ao menos conhecer!! Mas esse destino quero conhecer em breve, se possível com a autora do texto. bjo

  4. Roberta   -   em 14 de novembro de 2012 17:26

    Toda vez que leio um texto seu dá uma vontade imensa de voltar a Floripa, ainda mais com essas fotos lindas!
    Adorei o texto, Mariane =)

  5. Mariane Barbosa   -   em 15 de novembro de 2012 10:50

    Obrigada meninas!!! Qdo vierem a Floripa só avisar que levo vocês para fazer um tour hehehehe

  6. Rosane   -   em 30 de dezembro de 2015 08:26

    Olá, gosto como escreve. Vc faz tour ? Somos 3 ( eu , meu marido é meu filho de 15 anos ) temos o dia 05 e 06/0/16 ) para rodar. Vc tem carro ? Quanto nos custaria um dia de passeio com vc ? Obrigada

    • Clarissa   -   em 30 de dezembro de 2015 09:37

      Rosane,
      Infelizmente n]ao realizamos tour ;/

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