25 May

Como usar o metrô de Nova Iorque

Das cidades em que usei o metrô, Nova Iorque foi a que eu achei mais complicado. São muitas linhas, muitas direções e muitas paradas! A principal diferença entre o metrô de Nova Iorque e todos os outros que eu já usei é que o de Nova Iorque não tem conexões práticas como os metrôs das principais cidades do mundo como Paris e Milão.

O ponto positivo desse sistema é que as linhas são mais retas e diretas e por isso acabam poupando tempo. Já o ponto negativo é que nem sempre há uma linha direta para deslocamentos curtos e você acaba perdendo muito tempo.

Fora isso, os trens são limpos, espaçosos e super práticos (e rápidos!). Já as estações são bem diferentes umas das outras: tem pequenas, médias e grandes; sujas e limpas; seguras e nem tão seguras….

Entretanto, entender o metrô de Nova Iorque é fundamental para aproveitar melhor a cidade! Clicando aqui você poderá ter uma cópia colorida do mapa do metrô de Nova Iorque ;)

Mas para se dar bem, é preciso prestar atenção em algumas coisas como:

1) Planeja seu roteiro

Não deixe para escolher a linha que irá pegar quando já estiver dentro da estação. Apesar de se localizarem muito perto uma da outra, as estações não são interconectadas. Então certifique-se que você está usando a entrada certa. Muitas estações têm entradas diferentes para cada sentido. O sentido é anunciado tanto na entrada da estação quanto na porta da catraca. Se você passar na catraca do sentido errado há duas opções: ou você pega o trem e desce em uma estação em que há ligação com outras ou sair e pagar outra passagem para entrar pelo sentido certo.

Lembre-se: cada linha tem uma cor específica!

2) Entenda as linhas

As linhas nomeadas por números têm traçados retos e se atêm a um dos lados da ilha.

COR VERMELHA – Na linha 1 há várias estações, enquanto a 2 e a 3 param em menos estações (mais rápidas!). Escolha essas linhas para ver: Tribeca, Village, Meatpacking District, Times Square, Broadway e Lincoln Center (Columbus Circle).

COR VERDE –  Na linha 6 há várias estações e a 4 e a 5 param em menos estações (mais rápidas!). Escolha essas linhas para ver: Lower East Side, Bowery/Noho, Union Square, Grand Central Station e os museus Metropolitan, Guggenheim e Whitney.

As linhas nomeadas por letras cruzam a ilha  e as vezes permitem troca de linhas.

COR AZUL – Use a linha C para as paradas: Soho, Broadway, Dakota e o Museu de História Natural. Já a linha E tem início no Ground Zero e acompanha a A e a C. Use as linhas A e C para:  Soho, Village, Meatpacking, Chelsea, cercanias de Times Square e Broadway

COR LARANJA – Escolha as linhas B, D e F para ver: Village, Empire State, Bryant Park, Rockefeller Center/Top of the Rock. Escolha a linha B para ver: Dakota e no Museu de História Natural; e a linha D para (expressa):  lado oeste do Central Park.

COR AMARELA – As linhas N, Q, R e W vêm do sul e acompanham a Broadway até a Times Square. A linha Q (expressa) vai para: Soho (Canal St.), Times Square e Central Park South. As outras vão para: Washington Square e Herald Square.

3) Como comprar os Tickets

As maquinas que vendem os tickets são simples: Primeiro pressione “start” e escolha inglês ou espanhol. Em seguida escolha MetroCard (cartão magnético gratuito). Você pode escolher entre “Pay-per-ride” e “Unlimited rides”. Em“Pay-per-ride” você carrega um valor entre US$ 4 e US$ 80 (a cada viagem seu cartão magnético vai ser debitado em US$ 2,75 – valor atualizado pela nossa leitora Dinara!). Se o crédito acabar, basta recarregá-lo novamente nas mesmas máquinas (o local para colocar o cartão só abre depois que você aperta “Start” na tela).

Dica: A alternativa “Unlimited rides” é para quem vai ficar uma semana ou vai andar muito de metrô (US$ 27 e possibilita viagens ilimitadas por sete dias corridos).

É possível utilizar dinheiro (troco máximo de US$ 6) ou cartão de crédito.

Dica: Algumas vezes a máquina vai pedir o “zip code”.  Coloque 5 dígitos quaisquer e tudo bem ;)

Cada ticket tem duração de 2 horas usando a mesma tarifa! 

E então, ajudou um pouco?!

;)

Categorias: Estados Unidos, metro, Nova Iorque, Trens
13 Apr

Zermatt por Gleiber | Minha Viagem

Hoje é dia da Série Minha Viagem! E quem irá contar sobre uma de suas viagem será o Gleiber do Blog Andarilhos do Mundo. O Gleiber é uma pessoa super especial que tive a honra de conhecer pessoalmente durante o BlogTurFoz ;)

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Olá, meu nome é Gleiber Rodrigues, sou dono do Blog Andarilhos do Mundo, moro em Porto Alegre e sou médico pediatra. Estive na Suíça em 2011 (Março, finzinho de inverno) e me apaixonei por Zermatt, uma cidadezinha alpina em que carros são proibidos e que respira ski, neve e esportes de inverno.

É uma honra para mim participar contando um pouco do meu passeio, pois o blog Viagem e Viagens foi justamente umas das minhas principais fontes de pesquisa na hora de programar o meu roteiro. Afinal, a Clarissa (que já morou lá) tem aí excelentes dicas em seu blog!

A Suíça, como um todo, a gente percorreu em 8 dias e já vou avisando que foi uma correria só. Aconselho a ficar pelo menos 10 dias para poder fazer tudo com mais calma! Em Zermatt propriamente dita, chegamos de trem vindos de Chur, no extremo leste do país, quase na fronteira com a Áustria.


Chur Suica Switzerland
Uma amostrinha grátis de Chur

Decidimos fazer esse roteiro com o panorâmico, famoso e incrível Glacier Express. Para quem não conhece, a Suíça possui várias linhas de trens turísticos que atravessam belíssimas paisagens montanhosas avistando neve, vilarejos simpáticos, diversas pontes e desfiladeiros. O Glacier Express, no caso, liga St. Moritz a Zermatt em aproximadamente 9h de cenários estonteamentes. Pegando o trem em Chur, como fizemos, reduzimos a longa viagem em 2 horas.

Glacier Express Suica SwitzerlandAdmirando a paisagem durante a viagem no Glacier Express

Como a cidade não permite a circulação de carros comuns, não tem jeito. Ou você chega de trem, ou de trem! Mas não precisa vir de Glacier Express. Há várias outras linhas que conectam a cidade a qualquer outro ponto da Suíça. E cá entre nós, se uma coisa a Suíça tem de bom é o seu sistema de transporte.

Ferrovia trem suica Switzerland Zermatt

E ao chegar lá na estação: surpresa!!! Tem um monte de carros! Só que elétricos! Tem linhas de ônibus, por exemplo, mas elétricos! Tudo para não poluir o meio-ambiente, não é legal?

O nosso hotel foi o Hemizeus & Iremia. Vocês vão botar no Google e descobrir como fica longe pra cacete mais afastado do centro. Mas isso não foi problema, pois eles oferecem traslado gratuito in- e out- para a estação central. O Hotel é excelente (como tudo na Suíça, diga-se de passagem) e, obviamente custava os olhos da cara (como tudo na Suíça, diga-se de passagem).

Hotel Hemizeus Zermatt Switzerland Nosso hotel

Só que vamos falar sério agora: serviço de qualidade, quartos amplos, a neve ali na sua janela e vista para a montanha Matterhorn! E este era praticamente o mais barato dentre todas as outras opções, à exceção dos albergues com quartos compartilhados (sim! Há essa opção na cidade, mas também não pense que é baratinho, viu?).

Hotel Hemizeus Zermatt Switzerland A neve batendo na janela do quarto do hotel! Lindo!

Chegamos, nos acomodamos, e daí chegou a hora de dar uma banda pela cidade. Simplesmente demais! Cara de cidade do interior, casinhas de madeiras, dezenas de restaurantes incríveis, lojinhas de tudo quanto é coisa: souvenirs, artesanato, artigos para esportes de inverno, roupas de grife, padarias… Só as caminhadas pela cidade já valem a visita e isso que ainda tinha todo o dia seguinte pela frente para subir a montanha!

DSC02552 O onipresente Matterhorn, visto de qualquer lugar da cidade!

E para jantar? Ficamos tão apavorados com os preços de tudo que ficamos com medo de comer no chiquérrimos restaurantes do centro e pensamos: vamos comer no hotel mesmo? Fica mais afastado, deve ser mais em conta, além de que a decoração era bem simpática. Tomamos um banho, nos vestimos apropriadamente e descemos: restaurante lotado! Ambiente a luz de velas, cardápio de chef e, claro, cobrando um preço deveras salgadinho para quem é acostumado com “A La Minutas” de R$10,00 aqui em Porto Alegre.

Vou resumir: pagamos felizes e até vinho a gente tomou. Afinal, quando é que a gente ia ter a oportunidade de comer presunto de cervo defumado com brie só de entradinha?

Fondue na Suica Switzerland BeatenbergNão foi fondue que a gente comeu neste dia, mas como eu esqueci de fotografar o jantar, acho que vale como ilustração, né? 

E então, dia seguinte, café da manhã maravilhoso, energias recarregadas e nos mandamos montanha acima. Você não precisa esquiar para se divertir nos arredores do Matterhorn. Mas para usar os teleféricos, mesmo que só para passear, vai ter que comprar o mesmo passe de quem vai esquiar. Relaxe, valerá cada franco-suíço!

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Ela!!! Matterhorn!!!

Há, basicamente, três opções para subir a montanha. Cada opção te levará a picos diferentes, portanto, serão passeios diferentes. Um deles é o que leva até Rothorn via Sunnega, custa CHF 65,00 para ida e volta (50% de desconto para portadores de swiss pass e crianças). Dizem que é dali que se tem a melhor vista de Matterhorn, a montanha símbolo da Suíça e da cidade de Zermatt.

panoImagem divulgação do site www.zermatt.ch – Todos os direitos reservados

Outro roteiro muito famoso é a ferrovia que leva até Gornergrat. E parece que este é o passeio mais apropriado para quem não esquia. Lá no topo há uma boa infra com restaurante, observatório e até um shopping, sem falar na paisagem idílica que se descortina enquanto se atravessam pontes, lagos e túneis dentro do trem movido a um sistema de cremalheiras (correntes dentadas que fazem o danado subir quase na vertical!). Preços: CHF 80,00 ida e volta, com descontos de 50% para crianças e portadores de Swiss Pass.

gornergrat bahn

Imagem divulgação do site
http://www.gornergratbahn.ch – Todos os direitos reservados

Mas o que a gente fez mesmo foi a subida até o Matterhorn Paradise, que leva o dia todo e deixa a gente de cara para o crime, bem pertinho da Matterhorn – essa linda! É o passeio mais completo, com várias “escalas” até chegar no topo mesmo, onde há também uma mega infra-estrutura para praticantes de esportes de inverno ou não. A gente escreveu um post sobre esse passeio no nosso blog. Prepare-se para 1:30h – 02:00h para ir e o mesmo tempo para voltar e para gastar CHF 98,00 (ida e volta, portadores de Swiss Pass e crianças pagam meia).

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Para se situarem, Zermatt tem uma estação de trem principal, bem no centro. Pertinho dali estão as duas estações que levam para Rothorn e Gornergrat, respectivamente. E mais para o Sul fica a estação que leva até o Matterhorn Paradise (pertíssimo do nosso hotel, #FicaADica).

Visualizar Zermatt em um mapa maior

Estar lá no topo é algo indescritível!

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E tem mais: Zermatt é uma atração que funciona o ano todo, com neve natural ou artificial. No verão, abrem-se várias trilhas no meio de lagos, rios e cachoeiras. No inverno, que foi quando a gente foi, o lugar é a MECA de quem pratica ski ou snowboard! Todas as idades, todas as tribos curtindo música, cerva gelada, parecia até praia! É um cenário muito diferente para nós brasileiros e algo que valeu muito à pena conhecer.

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E no fim do dia, pegamos nosso trem até Montreux para seguir viagem! Só 24h é muito pouco, né?

 

Quantos tempo: 3 dias é o ideal para Zermatt, mas fizemos em apenas 1.

Com quem: Com meu companheiro de viagens Sandro Vaz, o outro Andarilho do Mundo

Estação do Ano: Todas! Zermatt agrada em qualquer época, até porque tem neve 300 dias por ano!

Ar, Trem ou Mar: Só dá para chegar de Trem

Hoteis: O Hemizeus & Iremia, recomendadíssimo!

Restaurantes/Bares: Putz, jantamos no próprio hotel e almoçamos na montanha, acho que em Schwarzsee

Compras/souvenirs: Artigos de inverno, roupas esportivas. Trouxemos ceroulas e underwears térmicas!

O que mais gostou: Da neve, claro!!! De pisar nela, andar por ela, atolar nela!

Não vale a pena: Pensar em economizar! É caro, mas tem que aproveitar!

O que mudaria: Ficaria 3 dias no verão para conhecer Gornergrat e Rothorn e fazer um passeio completamente diferente.

Obrigado, Clarissa, pelo convite e pela oportunidade de falar de um lugar que gostei tanto de conhecer. Já estou até com saudades da Suíça!

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Categorias: Alpes, Europa, Suíça, Trens, Zermatt
02 Aug

Como andar de trem na Itália

É muito simples. Na Itália, quem opera o sistema de trem é a Trenitalia. A Trenitalia tem a frota de trens rápidos conhecidos como La Freccia – os trens de alta velocidade. Mas, também tem alguns trens muito debilitados que fazem as linhas regionais.

Os trens da linha La Freccia fazem as linhas entre as principais cidades: Milão – Florença – Roma – Veneza entre outras. Eles tem três categorias dependendo da velocidade. Além se serem mais rápidos são mais confortáveis e os lugares (vagões e assentos) são marcados na hora na compra dos bilhetes.

Os trens tem primeira e segunda classe: a diferença entre elas está no conforto – a primeira classe tem mais espaço entre as poltronas, poltronas maiores e serviço de bordo (depende do trem – ver disponibilidade de serviço na hora da compra do bilhete) e vista panorâmica (também depende do trem e da viagem) e claro, no valor – a primeira classe é quase o dobro da primeira. Eu costumo viajar de segunda classe, que é muito boa também :)

Segunda Classe – Trem da Linha La Fleccia

As estações de trem geralmente estão nos centros das cidades, fácil de se localizar e se locomover. Também são bem amplas e fáceis.

Em cada plataforma, há monitores informando o horário da saída do trem e os destinos. Para saber qual plataforma é a sua, na chegada a estação de trem, haverá um painel com todos os horários, destino e as respectivas plataformas.

Você pode comprar os tickets pela internet no site da Trenitalia (em inglês e italiano) bem facilmente ou nas estações de trem. Nas estações de trem há guichês e maquinas. Tudo simples e prático.

Dica: Quando você comprar bilhetes sem reserva de lugar é preciso validar o cartão em máquinas amarelas que estão dispostas no começo de cada plataforma. É necessário porque o bilhete é válido por cinco dias após a emissão. Se caso o fiscal passar e você não tiver validade, ganhará uma multa de 5 euros.

Fique sempre com seu ticket por perto, pois os fiscais sempre passam para conferir!

As “maquinas amarelas” para validar o ticket:

Máquinas rápidas para comprar tikets:

Os trens tem bares para compra de lanches rápidos e são equipados com ar condicionado. Os horários dos trens são regulares então sempre há muitos horários para muitos destinos e são super pontuais!

Durante o verão italiano e em datas festivas, como o fluxo é muito intenso, não deixe para comprar seu ticket em cima da hora! Geralmente os trens ficam cheios rapidinho.

Outra dica: Fique esperto, pois talvez o seu destino não seja o destino final do trem, e muitas vezes, as paradas não são avisadas – principalmente em alguns trens regionais.

Boa viagem!

Categorias: Itália, Trens
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