21 Mar

Verão em Bariloche: Um roteiro de 5 dias para aproveitar o que há de melhor!

Curtir o inverno em Bariloche é sinônimo de aproveitar toda a infraestrutura dos centros de esqui da cidade para aprender a esquiar e arriscar algumas manobras de snowboard. Então, o que fazer durante as outras estações do ano? São inúmeras as opções de atividades oferecidas para serem realizadas principalmente no verão (com exceção dos esportes de inverno), talvez até mais atrativas para aqueles que apreciam lindas paisagens e são bastante aventureiros.

Como diz o Ricardo Freire do Blog Viaje na Viagem “Bariloche sem neve: Bonito de todo jeito.”

HOSPEDAGEM:

A minha única exigência era de um hotel com vista para o Lago Nahuel Huapi. Bariloche oferece inúmeras opções de hotéis  e depois de muita procura acabei optando pelo Hotel Design Suites. A escolha não poderia ter sido melhor (rsrs) porque acabamos ganhamos no momento do check in um up grade na categoria do nosso quarto. Foi o maior quarto e o mais luxuoso que já fiquei de todas as minhas viagens. Pena que com tanta atividade fora do hotel acabamos não usufruindo de tudo o que o mesmo oferecia. Os únicos pontos negativos do hotel foram: o sistema de calefação é tão bom que passamos muito calor e o café da manhã  deixou a desejar quanto a  falta de variedade e diversidade no buffet durante o período que ficamos hospedados.

Hotel Design Suites

Hotel Design Suítes

Vista do café da manhã para o Lago Nahuel Huapi

Vista do café da manhã para o Lago Nahuel Huapi

Piscina

Piscina

ROTEIRO

1° Dia: Passeio Rota dos 7 Lagos

Já descrevi esse passeio nesse link aqui no blog – para ler basta clicar no link acima :)

À noite, fomos para a Calle Mitre que é a principal rua de comércio, restaurantes e lojas de Bariloche. Ótimo para degustar um bom chocolate, tomar um café ou um chocolate quente, fazer compras e almoçar/jantar.

2° Dia: Excursão para o Parque Nacional Nahuel Huapi

Algumas operadoras de turismo local oferecem esse passeio durante um único dia desde San Carlos de Bariloche e percorrendo o Vestiquero Negro, Hosteria Pampa Linda, Cerro Tronador, Lago Mascardi, Lago Guilhelmo, Lago Gutierrez, Rio Manso e as Cascatas Garganta del Diablos e Las Nalcas.

Não tenho como auxiliá-los quanto a valores porque optei por fazer de uma outra forma, já publicada no blog. Para conferir acesse o link acima :)

3° Dia: Circuito Chico + Cerro Campanário

É o passeio mais básico e popular em Bariloche. O trajeto percorre 65 Km e passa pelo Parque Nahuel Huapi margeando todo o lago, Cerro Campanário, Lago Moreno, Capilla San Eduardo, Hotel llao Llao e o Puerto Pañuelo.

Várias agências promovem o passeio, mas nós optamos por um tour privado já contratados com a nossa operadora de turismo no Brasil. Saiu um pouco mais caro, mas valeu a pena ter uma pessoa que fizesse somente o percurso do nosso interesse e  poder  curtir o nosso tempo em cada lugar. Outro fator favorável foi evitar aquelas paradas de engana turistas em lojas de produtos locais.

A parada no Cerro Campanário é de deixar qualquer pessoa impressionada com tamanha beleza! Os olhos não se cansam de contemplar montanhas cortadas pelo lago, desenhando uma paisagem inesquecível.

Cerro Campanário

Cerro Campanário

À noite, fomos conhecer o centro cívico da cidade que apresenta Monumentos Histórico Nacional construídos em estilo medieval em torno de uma pequena praça.

4° Dia: Cerro Catedral + Cerro Otto

O Cerro Catedral é uma montanha situada a 19 Km de San Carlos de Bariloche dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi na Argentina que conta com uma estação de esqui com cerca de 53 pistas de diversos níveis de dificuldades e sua altitude máxima é de 2189 metros.

Sua base tem uma infraestrutura completa com várias lojas, restaurantes, shopping, escolas de esqui e snowboard, lojas de aluguel de roupas e equipamentos, hotéis e um amplo estacionamento.

Estrutura hoteleira do cerro Catedral

Estrutura hoteleira do Cerro Catedral

Nós fomos com um tour privado de uma agência local em um passeio de meio dia, já que o nosso foco era apreciar apenas a paisagem. Há opções de diversas atividades como montain bike, trekking, cavalgada e montain board (skate) dentro do Cerro Catedral. Através do site http://www.catedralaltapatagonia.com/ é possível ter maior informações.

O Cerro Otto conta com a estrutura de um teleférico que dá acesso a Confeitaria Giratória. Nossa parada por lá foi para almoço e curtir a paisagem da cidade em 360°. A volta dura em torno de 20 à 30 minutos.

5° Dia: Isla Victoria + Bosque Arrayanes

Durante a manhã fizemos uma caminhada pelo Lago Nahuel Huapi até a Catedral para apreciar seu estilo neogótico.

A tarde fomos para o Puerto Pañuelo para iniciar a excursão para a Isla Victoria e Bosque Arrayanes. A navegação é pelo Lago Nahuel Huapi emoldurado pelas Cordilheiras dos Andes com uma duração de aproximadamente 30 minutos até a primeira parada na Isla Victoria.

Desembarcando na Isla Victoria fizemos uma trilha até a Playa del Toro e tivemos tempo livre para apreciar outras belezas a ilha. Retornamos ao catamarã e seguimos a navegação para o Bosque de Arrayanes, no qual houve tempo livre para uma caminhada entre as árvores Arrayan. Esse bosque inspirou o Walt Disney para a criação do filme Bambi.

ONDE COMER:

– Família Weiss: experimentamos o found de carne e adoramos, mas tem outras opções de pratos.

– La Alpina: comemos uma truta com molho de amêndoas divino.

– El Boliche Del Alberto: comemos um cervo patagônico. Sinceramente, pela tradição do lugar a comida não era tão espetacular.

– Chocolateria Mamuska

– Chocolateria Rapa Nui: Recomendo o milk shake de framboesa. Na realidade, gostei bem mais da Rapa Nui do que da Mamuska.

Comendo Found de Queijo e Truta com molho de amêndoas Restaurante La Alpina

Comendo Found de Queijo e Truta com molho de amêndoas Restaurante La Alpina

Vitrine de Páscoa da Chocolateria Rapa Nui

Vitrine de Páscoa da Chocolateria Rapa Nui

Categorias: América do Sul, Argentina, Bariloche, Destaques, Roteiro
25 Feb

Verão em Bariloche: Parque Nacional Nahuel Huapi

Foram inúmeras minhas dúvidas quanto a escolha de um dos destinos mais famosos da América do Sul de inverno durante o verão, mas a quantidade de informações que encontrei não só foram suficientes para esclarecer minhas dúvidas, como também, serviram para que eu me apaixonasse por uma Bariloche cheia de cores, vida e fora do agito e lotação invernal! Posso dizer, amei tanto Bariloche que pretendo retornar em todas as estações do ano (rsrsrs).

Chegamos a San Carlos de Bariloche em um vôo direto da Aerolineas Argentinas desde o Aeroparque Jorge Newbery de Buenos Aires por volta das 13 hs e a equipe da agência local já estava ao nosso aguardo para nos levar do Aeroporto ao Parque Nacional Nahuel Huapi. Optamos por incluir com a operadora de viagens esse transfer privado porque queriamos ganhar tempo conciliando o horário do nosso vôo com uma excursão ao Cerro Tronador, Vestiquero Negro e outros atrativos do parque para que pudessemos aproveitar o pouco tempo que teríamos nessa região magnífica. Diante disso, essa foi a melhor solução encontrada e  está aprovadíssima!

Reservamos 2 dias e 1 noite para curtirmos alguns dos muitos atrativos que o parque oferece. Pensando em tornar nossa estadia ainda mais agradável, então optamos por nos hospedar na Hosteria Pampa Linda , que faz “jus” ao nome não só pela privilegiada localização, como também, pela cordialidade no atendimento, excelente infra-estrutura e  uma comidinha muito saborosa e caseira.

Hosteria Pampa Linda

Hosteria Pampa Linda

 1. Parque Nacional Nahuel Huapi

Em 1903, Francisco Pascacio Moreno, conhecido como Perito Moreno, doou uma área de 3 quilômetros quadrados na fronteira do território de Neuquén e Rio Negro, no extremo oeste do braço Blest do Lago Nahuel Huapi. Dessa forma, fundou-se o primeiro núcleo do Parque Nacional da Argentina, sendo declarado em 1922 como “National Park South” (Parque Nacional do Sul). Em 1934, o Congresso Nacional aprovou a lei de criação ao Parque Nacional, incorporando um território maior tendo como principal finalidade a proteção e conservação do ecossistema dos Andes Patagônicos. Atualmente, o Parque Nacional Nahuel Huapi cobre uma área de 717.216 hectares, dos quais 56.000 correspondem ao Lago Nahuel Huapi.

Bariloche - Parque Nacional Nahuel Huapi

Antes de entrar no Parque Nacional Nahuel Huapi é preciso fazer um pagamento de 50 ARS (pesos argentinos), pagos somente em moeda local, para manutenção e preservação do mesmo.

Para maiores informações acesse o site http://www.nahuelhuapi.gov.ar/

2. Tour Cerro Tronador e Vestiquero Negro

O passeio teve duração de aproximadamente 3 hs em estrada de chão percorrendo os principais atrativos de dentro do parque como:

– Lago Gutiérrez: é um lago glacial situado no norte da patagônia na província de Rio Negro, Argentina que está ligado ao Lago Nahuel Huapi. A pesca e o caiaque são as atividades mais requisitadas para serem realizadas no mesmo.

Lago Gutiérrez

Lago Gutiérrez

Visão da entrada do parque e do Lago Gutiérrez

Visão da entrada do parque e do Lago Gutiérrez

– Lago Guillelmo: é um lago glacial situado na província de Rio Negro, Argentina e está cercado pela Patagônia Andina Floresta.

Lago Guillelmo

Lago Guillelmo

Lago Guillelmo

Lago Guillelmo

– Lago Mascardi: Esse lago patagônico é navegável e tem a possibilidade de realizar a pesca esportiva em suas águas.

Lago Mascardi

Lago Mascardi

– Rio Manso: Em 2009 choveu tanto em Bariloche que a quantidade e água fez com que a barragem do Lago onde fica o Vestiquero Negro se rompesse, provocando uma grande devastação por onde a água passou. O Rio manso teve seu curso desviado e o lago verde do tronador nunca mais atingiu o nível de água que apresentava anteriormente a chuva. Essa mesmo chuva, ainda provocou a queda de muitas pedras que foram sendo deixadas pelo caminho deixando visível o rastro da destruição.

Rio Manso

Rio Manso

– Cerro Tronador: É um vulcão geologicamente ativo, mas a probabilidade é muito baixa dele entrar em atividade. Possuí 3.478 metros de altura, tendo seu nome originado a partir dos rugidos que produzem blocos de deslizamentos de gelo ou avalanches de blocos de gelo e desmoronamento no Rio Manso. O Tronador possuí três cumes: um argentino, um chileno e um na fronteira entre esses países sendo denominado internacional. Também, o Cerro Tronador é responsável por esparar dois Parques Nacionais, O Vicente Pérez Rosales em Llanquiheu, Chile e o Nahuel Huapi em Rio Negro e Neuquén, Argentina.

Cerro Tronador

Cerro Tronador

Pôr-do-Sol no Cerro Tronador visto dentro do Parque Nahuel Huapi

Pôr-do-Sol no Cerro Tronador visto dentro do Parque Nahuel Huapi

– Vestiquero Negro ou Glaciar Negro: é uma das sete geleiras que ocupam o cume do Cerro Tronador. Contudo, seu nome é proveniente da geleira que ao longo do seu percurso vai incorporando depósitos que dão uma cor característica escura, diferenciando-as das geleiras com aspecto branco.

Gelo boiando no Lago do Vestiquero Negro.

Gelo boiando no Lago do Vestiquero Negro.

Vestiquero Negro

Vestiquero Negro

– Saltillo de las Nalcas: É uma cascata composta por duas cascatas com cerca de 40 metros cada, mas só é possível acessar o salto baixo.

Saltillo de Las Nalcas

Saltillo de Las Nalcas

– Garganta del Diablo do Cerro Tronador: São uma série de saltos naturais provenientes do derretimento das geleiras que cobrem a montanha.

Garganta del Diablo

Garganta del Diablo

OBS: Durante os meses de inverno (Junho, Julho e Agosto) não é possível realizar esse passeio porque a neve inviabiliza o transporte no local.

3. Cavalgada Glaciar Castaño Overa

Saímos da Hosteria Pampa Linda com o guia que nos colocou todos os acessórios apropriados para cavalgada e nos deu todas as instruções para que pudessemos realizar a mesma de forma segura. Foram 2 horas de cavalgada na ida com um clima montanhoso bastante frio (aproximadamente 4°C), mas as lindas paisagens e a inúmera diversidade na flora e fauna nos deixa tão impressionados que todas as outras coisas são esquecidas durante todo o percurso.

Cavalgada no Parque Nacional Nahuel Huapi com o Cerro Tronador

Cavalgada no Parque Nacional Nahuel Huapi com o Cerro Tronador

Quando chegamos no Glaciar Castaño Overa fomos recepcionados por um espetáculo da natureza, um bloco gigante de gelo se desprendeu da montanha em decorrência da elevação da temperatura durante o verão, despencando do alto da geleira do Cerro Tronador provocando um estrondo impressionante. Após curtir essa beleza “construída” pela própria natureza retornamos a Hosteria Pampa Linda depois de outras 2 hs de cavalgada satisfeitos com as fotos maravilhosas e essa experiência única e indescritível.

Cavalgada no Parque Nacional Nahuel Huapi para chegar al Glaciar Castaña Overa (4 hs de cavalgada no total, sendo 2 hs na ida e 2 hs na volta)

Cavalgada no Parque Nacional Nahuel Huapi para chegar al Glaciar Castaña Overa (4 hs de cavalgada no total, sendo 2 hs na ida e 2 hs na volta)

Nossa programação dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi teria chego ao fim. Diante disso, para retornamos a San Carlos de Bariloche reservamos na própria hosteria um ônibus regular que nos deixa no centro da cidade. Porém, o preço da passagem é um pouco salgado, ARS 70,00 (pesos argentinos/pessoa/cada trecho), e deve estar sempre atento aos dias e horários que o mesmo irá passar pelo local.

Glaciar Castaño Overo

Glaciar Castaño Overo

Nada melhor terminar o texto com o famoso dito popular argentino, que reza: “Quem conhece Bariloche, não esquece…” Concordo plenamente com isso!!!

Categorias: América do Sul, Argentina, Bariloche, Destaques
19 Dec

Um passeio pelos Lagos Andinos

Devo confessar para vocês que viajar pela Argentina e Chile demorou para ser um destino convidativo para mim. Infelizmente, não haviam razões para não ter valorizado antes esses dois países que os turistas tanto adoram. Minha visão mudou totalmente quando  uma capa de revista despertou um desejo, uma reportagem serviu de inspiração, um planejamento gerou um sonho e uma viagem tornou-se inesquecível.

Capa da revista (Fevereiro 2011)

Passei um ano tentando extrair todas as informações possíveis para que essa viagem pudesse superar minhas expectativas e no decorrer dela fazer com que eu desejasse retornar para aproveitar outros encantos dos mesmos. Admito… Isso realmente aconteceu!

Atualmente, a travessia dos Lagos Andinos deixou de ter uma única opção de percurso  (Bariloche – Peulla – Puerto Varas – Puert Montt) e ganhou um novo aliado com a Nova Travessia dos Lagos Andinos (Bariloche – Rota dos Sete Lagos – San Martín de Los Andes – Púcon).

Após analisar todos os aspectos tanto de uma como de outra, observei que nenhuma delas de forma isolada supriria minha real intensão em explorar esse tour tão clássico e obrigatório para os visitantes da região. Assim, foi necessário conciliar as duas rotas vivenciando ambas experiências, como também,  comprovar as belezas e particularidades de cada travessia.

NOVA TRAVESSIA DOS LAGOS ANDINOS

Acabei optando por uma excursão pela Rota dos Sete Lagos a partir de Bariloche, pois já tinha definido todo o itinerário da minha viagem quando concluí que não seria possível realizar as travessias da forma usual porque seus trajetos iriam para outros sentidos e eu já tinha como base a mesma cidade. A alternativa e/ou solução foi esse passeio de um único dia realizado entre os meses de Outubro à Abril. Por isso, se você pretende ir nessa época do ano para Bariloche não deixe de fazê-lo. Também, é possível locar um carro e fazer o mesmo por conta própria.

Roteiro

– Bariloche: Lago Nahuel Huapi.

lago Nahuel Huapi – Bariloche

– Villa La Angostura: Nossa primeira parada do passeio foi em Villa La Angostura localizada a 85 Km de Bariloche para apreciarmos um pouco do Cerro Bayo (como fomos no verão o centro de Sky não estava funcionando) e conhecer essa cidadezinha super charmosa. Já está na minha Wish-List como destino de inverno.

Villa La Angostura e o Cerro Bayo

– Rota dos Sete Lagos: Percorremos 110 Km (alguns bons quilômetros em estrada de chão) apreciando as belezas dos Lagos Espejoso, Correntoso, Escondido, Villarino, Falkner,  Machonico e Lácar.

Rota dos setes Lagos – Nova Travessia

Rota dos setes Lagos – Nova Travessia

– San Martín de Los Andes:  A cidade é lindíssima, super organizada e acolhedora. Já quero me organizar para retornar no inverno e curtir a estação de esqui do Monte Chapelco.

Lago Lácar é balneário de verão em San Martín de Los Andes

San Martín de Los Andes

Retornamos para Bariloche pela estrada que passa pelo Vale Encantado. O visual é completamente diferente, sendo muito comum avistar animais como javalis e cervos e apreciar uma pisagem típica de deserto

“TRADICIONAL” TRAVESSIA DOS LAGOS ANDINOS

Depois de passar dias fantásticos em Bariloche e cumprir com tudo o que havia programado chegou o dia da tão aguardada travessia dos lagos andinos. Não consegui definir se meu sentimento era de euforia, ansiedade ou receio (rsrsrs). Não tinha dúvidas sobre a escolha do mesmo, mas conforme lia relatos de outros viajantes foram surgindo algumas inseguranças.

A minha maior preocupação continuou sendo as condições climáticas do dia e aquilo que eu tanto temia realmente aconteceu. Peguei o dia totalmente encoberto. Outro fator que também gerou dúvidas foi quanto a escolha da travessia em um único dia (só é possível nos meses de alta temporada, Setembro a Abril). Esse passeio além de muito longo exige muito sobe e desce de ônibus intercalados com embarque e desembarque de catamarãs/barcos.

Travessia Tradicional

Roteiro

– Barco: Partimos do Hotel em Bariloche até Puerto Pañuelo, onde iniciamos a nossa travessia a bordo de um Catamarã da empresa Cruce Andino (Site: http://www.cruceandino.com/). O valor do passeio é um pouco alto (torno de US$ 200,00 por pessoa) e a empresa se responsabiliza por nossas bagagens. Velejamos por uma hora pelo braço blest do Lago Nahuel Huapi em direção oeste até chegar em Puerto Blest. Esse percurso é famoso por podermos alimentar as aves que se aproximam do catamarã.

– Ônibus: Em Puerto Blest percorremos 3 Km em estrada de chão até Puerto Alegre.

Travessia Tradicional -Puerto Alegre

– Barco: Puerto Alegre navegamos pelo lago com águas calmas e cristalinas até Puerto Frías. Ao descer em Puerto Frías foi necessário fazer a parada na imigração argentina.

Um dos Barcos da Travessia Tradicional

– Ônibus: Nesse trecho percorremos a passagem entre a Patagônia Argentina e Chilena, sendo o marco principal da fronteira uma parada simbólica do ônibus entre o Parque Nahuel Huapi (Lado Argentino) e o Parque Vicente Pérez Rosales (Lado Chileno), seguindo o percurso até  Peulla.

– Peulla: Parada obrigatória na imigração chilena que ao contrarário da argentina é bastante rigorosa nas vistorias das bagagem. O processo é um pouco demorado e evite  de transportar nas malas frutas, laticínios e carnes porque eles realmente abrem e conferem todas as malas. Após garantir o carimbo no passaporte e a regularização no país fui para o Hotel Natura Patagonia fazer um pit stop para almoço.

– Barco: Foi a última etapa de navegação até Petrohué e percorre o Lago de Todos Los Santos.  Infelizmente com o tempo fechado não pude visualizar o vulcão osorno e o pontiagudo. Com certeza seria o visual mais deslumbrante de toda a travessia. Em Petrohué é necessário fazer o reconhecimento da bagagem e leva-lá para o ônibus que faz o traslado até Puerto Varas.

– Ônibus: Percorremos 60 Km de Petrohué até Puerto Varas com uma parada para visitar os Saltos de Petrohué (valor do ingresso não está incluso no passeio) durante 15 – 20 minutos. Eu acabei não descendo nessa parada porque o clima estava desfavorável para apreciar os saltos. Como ficaria alguns dias em Puerto Varas deixei para retornar em um dia de sol.

Travessia Tradicional – Chegando em Petrohué

Ambas as travessias são maravilhosas! Amei a forma como organizei o roteiro e faria tudo novamente acrescentando alguns dias em Villa La Angostura e San Martín de Los Andes. Também, mudaria a estação do ano para poder apreciar um outro tipo de beleza e uma outra paisagem! Lógico, curtir os centros de sky e arriscar um snowboard. Não seria bom curtir um inverno assim?

OBSERVAÇÕES:

– A Rota dos Sete Lagos pode ser fechada durante o inverno por conta da neve. É importante buscar informações sobre as condições da estrada antes de se aventurar na mesma.

– O Cruce Andino realiza a travessia durante o ano todo, sendo que no inverno a única opção para a mesma são de dois dias com pernoite em Peulla (Valor da diária não está inclusa no passeio).

Categorias: América do Sul, Argentina, Bariloche, Chile, Destaques, Lagos Andinos, Peulla, Pucon, Puert Montt, Puerto Varas, Rota dos Sete Lagos, San Martín de Los Andes
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