01 Feb

Berlim: Como é visitar o Parlamento Alemão

Quem avista o Parlamento Alemão (Bundestag), em Berlim, não imagina os acontecimentos que estão por trás de sua história, e nem a importância que ele tem para os alemães. Uma forma bem interessante de descobrir é fazendo uma visita, que possibilita ao turista não apenas ficar por dentro de suas curiosidades, como também apresenta os principais pontos da capital alemã. É uma visita imperdível, principalmente para aqueles fascinados por história e cultura.

Parlamento

Parlamento

Construído em 1894, o Parlamento já chamou a atenção pela sua suntuosidade, e sempre foi palco de grandes acontecimentos na história da Alemanha. Foi nele a proclamação da República em 1918 e, em 1933, sob circunstâncias até hoje desconhecidas, e pouco tempo depois de Adolf Hitler ter subido ao poder como Chanceler, o prédio e sua cúpula sofreram um incêndio que acabou por destruir boa parte de sua estrutura. Esse incêndio misterioso significou a mudança de algumas leis e o início da perseguição nazista a seus opositores políticos.

Como era o Parlamento alemão antes de pegar fogo

Como era o Parlamento alemão antes de pegar fogo

 

Parlamento pegando fogo em 1933

Parlamento pegando fogo em 1933

 

Parlamento bombardeado. Seu estado após a Segunda Guerra Mundial

Parlamento bombardeado. Seu estado após a Segunda Guerra Mundial

 

Soldados russos colando a bandeira sobre o Parlamento, com a cidade em chamas ao fundo. Essa foto é bem conhecida e considerada um dos símbolos da Segunda Guerra Mundial

Soldados russos colando a bandeira sobre o Parlamento, com a cidade em chamas ao fundo. Essa foto é bem conhecida e considerada um dos símbolos da Segunda Guerra Mundial

 

O Parlamento manteve-se fechado durante todo o período nazista na Segunda Guerra Mundial, e foi reconstruído entre os anos de 1961 e 1971, de maneira mais simplificada, e sem a cúpula, que só veio a ser refeita posteriormente, após a reunificação alemã, em 3 de outubro de 1990. Nessa ocasião, o governo, que havia se mudado para a cidade de Bonn durante a Guerra Fria, mudou-se de volta para Berlim, o que acabou incentivando uma nova reforma no edifício do Parlamento nos anos de 1995 a 1999. Dessa vez, o renomado arquiteto Sir Norman Foster, projetou uma cúpula de vidro de 23,5 metros de altura sobre a sala do plenário, com a ideia de dar um ar de modernidade ao prédio. Hoje, tanto o Parlamento quanto sua bela cúpula compõem a paisagem da cidade e oferecem uma visita incrível para turistas do mundo inteiro, além de ser sede das principais decisões e trabalhos do governo alemão.

A bela cúpula de vidro no alto do Parlamento

A bela cúpula de vidro no alto do Parlamento

 

Parlamento após a reforma e como está atualmente

Parlamento após a reforma e como está atualmente

Ainda com relação à estrutura do prédio, há uma curiosidade no que diz respeito à escrita na sua fachada, “Dem Deutschen Volke”, que significa “Ao Povo Alemão”, em alemão. Essa inscrição foi feita por judeus que, por uma triste ironia, foram duramente perseguidos pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, e foram mortos no Holocausto.

Explicações da história da placa feita por judeus e que depois foram perseguidos pelo nazismo

Explicações da história da placa feita por judeus e que depois foram perseguidos pelo nazismo

 

A placa “Dem Deutschen Volke” no Parlamento

A placa “Dem Deutschen Volke” no Parlamento

Há 4 formas distintas e gratuitas de se fazer a visita ao Parlamento:

  • Uma mais simples, que inclui apenas a cúpula;
  • Uma visita guiada, em inglês, pelo interior do prédio, incluindo também a cúpula – é a melhor e mais completa opção;
  • Uma Palestra concedida por funcionários, em inglês.
  • Acompanhamento de debates no Plenário pelo visitante durante 1h. Não há tradução dos discursos que são feitos em alemão. (obs.: essa opção não está disponível na lista principal do site. A possibilidade é de estar desabilitada por questões de segurança).

As visitas acontecem em grupos, em horários previamente agendados pelo visitante. Quem se interessar, deve acessar o site, escolher o tipo de visita, o dia e horário desejados. Os horários, diga-se de passagem, incluem vários períodos do dia, também já demarcados pelo governo. O site pode ser acessado clicando aqui.


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É importante chegar com antecedência, uma vez que os grupos dão entrada no prédio pontualmente no horário combinado. O início da visita se dá com o guia levando o grupo até uma sala, onde algumas considerações, curiosidades e esclarecimentos são dados aos presentes (as palestras são dadas em inglês). Logo, todos seguem pelos corredores, sendo o ponto alto, na minha opinião, o momento em que nos são apresentadas paredes com pichações de soldados russos, assim que tomaram o Parlamento ao invadir Berlim, em 1945. A tomada do Parlamento foi um símbolo de derrota da Alemanha nazista na Segunda grande guerra e, para celebrar e deixar suas marcas, os soldados escreveram seus nomes, colocaram datas e deixaram recados para suas famílias. Essas paredes foram preservadas e mantidas mesmo após as restaurações. É uma parte importante da triste história da guerra que se mantém viva em um dos mais importantes prédios da Alemanha. Um sinal de que a história não pode mesmo ser ignorada e esquecida. É bem interessante e indescritível observar essas paredes, o sentimento é de que se está um pouco mais próximo de tudo o que aconteceu por ali há tantos anos.

Parede com pichações de soldados russos, na época em que tomaram o Parlamento após a invasão a Berlim

Parede com pichações de soldados russos, na época em que tomaram o Parlamento após a invasão a Berlim

A visita inclui, ainda, passar pela porta do gabinete da atual chanceler alemã Angela Merkel. Os visitantes passam, também, por um corredor apertado, com inúmeras placas com nomes de políticos alemães que foram perseguidos na época da guerra. São centenas deles.

Placa na porta da sala de trabalho da Angela Merkel

Placa na porta da sala de trabalho da Angela Merkel

 

Corredor com placas com nomes de políticos alemães que foram perseguidos

Corredor com placas com nomes de políticos alemães que foram perseguidos

Uma parte também especial da visita é uma pequena palestra concedida no plenário, onde vemos, na TV, Angela Merkel trabalhando e proferindo seus discursos, com a grande águia, que é símbolo do país, ao fundo. É um salão realmente suntuoso, e é emocionante sentar em uma das cadeiras onde são discutidas e definidas as leis do país. Ao olhar para cima, vemos a grande cúpula de vidro do Parlamento, local da próxima parada do passeio.

Plenário alemão

Plenário alemão

Chegar à cúpula é o momento mais esperado pela maioria dos visitantes. Cada um ganha um guia digital, no idioma que escolher (tem a opção de português de Portugal), para acompanhá-lo na caminhada pela estrutura. Nesse momento, o funcionário que foi guia nas etapas anteriores já não está mais à frente dos visitantes, que podem andar para o lado que escolherem. Logo na base, se encontra uma estrutura grande e circular com várias fotos e histórias do Parlamento. Ao completar a volta nessa estrutura, já dá para se ter noção do que o Parlamento já presenciou desde sua construção. Há o detalhe de que passar pelas explicações com fotos não é, necessariamente, a primeira opção na cúpula a ser vista. As pessoas podem começar por onde quiserem. Eu preferi começar pela história do Parlamento.

Estrutura na base da cúpula com fotos e explicações sobre a história do Parlamento

Estrutura na base da cúpula com fotos e explicações sobre a história do Parlamento

 

Acompanhando as explicações sobre a história do Parlamento

Acompanhando as explicações sobre a história do Parlamento

 

Uma das fotos com explicações sobre a história do Parlamento

Uma das fotos com explicações sobre a história do Parlamento

Logo em seguida começa a subida pela cúpula, que foi feita de vidro para dar a ideia de transparência ao governo alemão, uma vez que, ao se olhar para baixo, dá para ver o plenário visitado anteriormente. O vidro foi escolhido, ainda, para um melhor aproveitamento da luz diurna, pois a parte central possui espelhos que se movimentam, fornecendo maior iluminação para o interior do prédio. É uma forma inteligente de se economizar energia. A cúpula também capta água da chuva para uso interno nas estruturas do prédio. É um projeto definitivamente moderno, inovador e ecológico.

 Início da subida pela rampa

Início da subida pela rampa

 

Estrutura complexa da cúpula

Estrutura complexa da cúpula

 

Rampas interativas da cúpula

Rampas interativas da cúpula

 

Pessoas subindo pelas rampas

Pessoas subindo pelas rampas

 

Vista do Plenário lá do alto da cúpula. Eis a ideia de transparência do trabalho do governo, sugerida pelo arquiteto Sir Norman Foster

Vista do Plenário lá do alto da cúpula. Eis a ideia de transparência do trabalho do governo, sugerida pelo arquiteto Sir Norman Foster

Subindo pela rampa, é interessante observar que não passa ninguém descendo. Isso porque a rampa para quem sobe é diferente da utilizada para descer do topo. Mais um detalhe curioso da estrutura da cúpula.

Ao ir subindo a rampa e olhando a vista, o guia digital, em alguns pontos, começa a falar, sugerindo ao visitante que olhe para determinado lugar e, então, inicia umas explicações sobre esse ponto que está em foco. Como a cúpula tem uma vista de 360 graus da cidade, o turista passa a conhecer várias curiosidades e locais de Berlim, com uma explicação individual e detalhada, no idioma escolhido. É incrível! Um exemplo é de quando se está passando na direção do consulado inglês, e o guia sugere parar, observar e esclarece que está se referindo ao consulado inglês, além de contar uma pequena história. É um percurso para se fazer com calma, devagar, tendo em mente que se está sendo apresentado à capital alemã e suas curiosidades. A descida já é sem a interação do guia digital.

Eu acompanhando as explicações do guia digital, que está na minha mão

Eu acompanhando as explicações do guia digital, que está na minha mão

 

Uma das vistas da rampa da cúpula. Mais à frente, um trem de alta velocidade alemão –ICE - percorre os trilhos

Uma das vistas da rampa da cúpula. Mais à frente, um trem de alta velocidade alemão –ICE – percorre os trilhos

 

No alto da cúpula

No alto da cúpula

De volta à base da cúpula, o visitante pode ir para o lado de fora, onde também é possível visitar. É a parte aberta do topo do Parlamento, portanto, se for época de inverno, o frio e os ventos podem ser cruéis, devido à altura do prédio. A dica é ir bem agasalhado, utilizando casacos bem fechados, cachecol, touca e luvas. Lembro-me de, na primeira vez que fiz a visita, no Outono ainda, nem conseguir ficar muito tempo lá fora. Parecia que meu rosto iria congelar.

Do lado de fora da cúpula. O vento é muito frio e forte, a dica é ir bem agasalhado

Do lado de fora da cúpula. O vento é muito frio e forte, a dica é ir bem agasalhado

 

Vista do alto do prédio do Parlamento, do lado de fora da cúpula

Vista do alto do prédio do Parlamento, do lado de fora da cúpula

Para ir embora, basta se dirigir novamente ao interior do prédio, devolver o guia digital, e seguir até o elevador para retornar ao térreo. Antes, é possível pegar folhetos com informações e curiosidades sobre o Parlamento, além da constituição alemã.

detalhe do crachá que deve ser utilizado durante a vista. É disponibilizado no local.

detalhe do crachá que deve ser utilizado durante a vista. É disponibilizado no local.

O Parlamento fica próximo ao Portão de Brandenburgo, um dos principais cartões postais de Berlim, e bem ao lado também do Tiergarten, famoso parque da cidade. A melhor opção para se chegar até lá é partir da Estação Central (Hauptbahnhof), que possui uma linha de metrô exclusiva que leva ao Parlamento – linha U55. Essa linha é temporária, pois está passando por obras para ampliação, mas é a que funciona atualmente. A saída do túnel do metrô já fica bem ao lado do prédio.

Placa da estação de metrô indicando a linha U55, que leva até o Parlamento

Placa da estação de metrô indicando a linha U55, que leva até o Parlamento

Visitar o Parlamento é programa obrigatório para quem está passeando pela capital alemã. É uma ótima forma de conhecer a história, alguns dos pontos turísticos de Berlim, mesmo que do alto, e de conhecer uma joia da política alemã que já presenciou tantos acontecimentos decisivos para a Alemanha ao longo de sua história. Vale mesmo a pena uma visita.

O Parlamento é ainda mais lindo ao vivo

O Parlamento alemão é ainda mais lindo ao vivo

Fotos: Tiago Morais

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30 Apr

Campo de Concentração de Dachau: Para nunca esquecer | Alemanha

Todos sabemos das crueldades que o holocausto fez acontecer durante a segunda guerra mundial, e hoje, uma das frases mais presentes em memoriais e museus que retratam esse inaceitável episódio, é: Para nunca esquecer. Ou seja, esses memoriais, além de retratarem a história, possuem o objetivo de fazer com que gerações sucessoras à segunda grande guerra nunca se esqueçam do que aconteceu, justamente para que, de forma alguma, seja repetido. E ao visitar o campo de concentração de Dachau no sul da Alemanha, por exemplo, é impossível mesmo esquecer das sensações e lembranças de uma visita que parece nos inserir novamente no cenário de 1939 a 1945 – período da segunda guerra.

Campo de Concentração de Dachau: Para nunca esquece| Alemanha

Portão de ferro da entrada do campo, com a famosa frase Abeit macht Frei (O trabalho liberta). No ano passado ele foi roubado, porém, em Abril desse ano, ganhou um novo.

Ontem completaram 70 anos que os exércitos aliados resgataram os últimos sobreviventes de Dachau, um dos primeiros campos de concentração construídos aos comandos de Adolf Hitler. A princípio servia apenas para prisioneiros de guerra, mas com o tempo foi se tornando um local de desova e de maus tratos a quem não era pertencente e aceito pela raça ariana, tão defendida pelo ditador alemão. Era exatamente o dia 29 de abril de 1945 quando soldados americanos adentraram o campo, avistando o que parecia tudo, menos corpos humanos. Eram simplesmente “esqueletos vestidos de pele”, como descreveu o rabino militar norte-americano Eli Bohnen, e a sensação foi de vergonha por pertencer à raça humana, que tinha cometido aquela barbaridade, segundo suas palavras: “Quanto mais adentrávamos o campo de concentração, (…) mais eu me sentia inferior ao cachorro (que acompanhava as tropas americanas), porque, como pessoa, eu pertencia à raça responsável por Dachau”. (Fonte: Deutsche Welle Brasil)

Foto de quando o campo foi libertado por soldados americanos, há 70 anos. Essa foto é uma das presentes nos vários cartazes expostos pelo campo.

Foto de quando o campo foi libertado por soldados americanos, há 70 anos. Essa foto é uma das presentes nos vários cartazes expostos pelo campo.

Dachau visto através de uma cerca de arame farpado.

Dachau visto através de uma cerca de arame farpado.

Cartazes explicativos em inglês e alemão.

Cartazes explicativos em inglês e alemão.

Por mais que já se tenham passado 70 anos, o sentimento que se tem ao visitar Dachau é bem parecido com o sentido por quem o libertou, acredito. É uma mistura de sensações inexplicável, como raiva, tristeza, nó na garganta, impotência, decepção e medo do que o ser humano já foi capaz de fazer com seu semelhante. Muitas estruturas foram derrubadas, mas uma amostra dos dormitórios e banheiros ainda está presente, e já é o suficiente para se imaginar o que deve ter sido dormir em beliches de madeira junto com inúmeras pessoas, devido à superlotação ao longo dos anos. Os banheiros, muito precários e sem nenhuma higiene, também são de impressionar. Em todos os locais possuem placas explicativas, e no caso das salas de refeição, o texto deixa claro que apanhava o prisioneiro que derrubasse no chão um grão sequer de comida. Os armários, muito bem conservados, ainda apresentam marcas de unhas daqueles que tiveram a infelicidade de estar ali naquela época.

As duas únicas estruturas mantidas em pé após a libertação do campo. Ao longo do corredor havia muitas outras, porém, hoje, restam apenas as marcações no chão.

As duas únicas estruturas mantidas em pé após a libertação do campo. Ao longo do corredor havia muitas outras, porém, hoje, restam apenas as marcações no chão.

Na foto à esquerda, o campo de concentração com todas as suas estruturas intactas.

Na foto à esquerda, o campo de concentração com todas as suas estruturas intactas.

Beliches de madeira. Não ofereciam qualquer conforto e abrigavam muitos prisioneiros.

Beliches de madeira. Não ofereciam qualquer conforto e abrigavam muitos prisioneiros.

Banheiros comunitários.

Banheiros comunitários.

Sala de refeições (obs.: estava muito frio nesse local)

Sala de refeições (obs.: estava muito frio nesse local)

Fizemos a visita a Dachau em novembro, no outono, e uma coisa que nos incomodou bastante foi o frio. Estávamos usando casacos, roupas térmicas, cachecóis, luvas, meias térmicas e botas, mas ainda assim o vento frio era de doer nos ossos. E por incrível que pareça, até mesmo dentro da estrutura dos dormitórios sentíamos muito frio. O chão de madeira fina faz parecer que os pés vão congelar, e é aí que, mais uma vez, nos colocamos no lugar dos prisioneiros, que utilizavam apenas uma roupa listrada fina e, muitas vezes, andavam até descalços pelas instalações. Ao ler uma das placas descobrimos, ainda, que até mesmo no auge do inverno os prisioneiros eram obrigados, antes mesmo de amanhecer, a permanecerem em pé por horas a fio, enquanto os soldados faziam sua contagem. Isso poderia durar o dia inteiro, quando acontecia de algum soldado errar os números. Não é à toa que muitos morreram de frio e de fome durante esse ritual diário. Impossível não imaginar pelo menos um pouco desse sofrimento ao sentir um vento gelado no rosto, mesmo com o cachecol protegendo.

Os prisioneiros de Dachau passaram por vários tipos de sofrimento. Além do frio e da fome, muitos adoeceram devido à moléstia que era comum nos vários campos de concentração pela Europa: o Tifo. Associada às más condições de higiene, a doença foi fatal para muita gente, que foi abandonada à própria sorte sem tratamentos e cuidados. Pelo contrário, os que tinham alguma chance de sobreviver aos campos de concentração eram aqueles que se mostravam fortes e aptos para os vários tipos de trabalhos a serem realizados nas instalações. Aqueles que estavam fracos ou doentes eram ou assassinados, ou enviados para as câmaras de gás, ou então eram levados para um dos prédios onde eram realizados testes pelos médicos nazistas. Sabe-se, inclusive, que a medicina evoluiu muito na época da segunda guerra, graças às várias experiências realizadas em seres humanos, principalmente no campo de Dachau. Uma experiência descrita por lá consistia em colocar presos ainda vivos em bacias com água e pedras de gelo, para ver como o organismo reagia.

Essa é a marcação simbolizando onde se encontrava a estrutura de número 5, local onde eram realizadas as experiências com os presos, feitas por médicos nazistas.

Essa é a marcação simbolizando onde se encontrava a estrutura de número 5, local onde eram realizadas as experiências com os presos, feitas por médicos nazistas.

Um outro momento marcante da visita é a parte de trás do campo, onde ficam as câmaras de gás e os crematórios. É indescritível a sensação de entrar em uma câmara de gás, onde o espaço não é grande e o teto é baixo (tenho 1,70m e o teto era pouco mais alto), e imaginar as muitas pessoas que eram intoxicadas ao mesmo tempo, sem roupa, quando achavam que estavam apenas indo tomar um banho. Há buracos no teto e nas laterais por onde passavam as latas com gases tóxicos, e a partir de então eram necessários poucos minutos para que todos morressem. Logo em seguida, os corpos eram empilhados em uma sala ao lado, para que fossem cremados. E as fotos indicam que eram pilhas infindáveis de corpos, todos muito magros. São imagens que sufocam, que nos fazem perguntar a todo momento a única coisa que dá para pensar: “Por quê?”

Interior da câmara de gás.

Interior da câmara de gás.

 Há ainda em Dachau os locais de execução a tiros, três igrejas, cada uma de uma religião, e torres de observação que serviam de controle para os soldados, que simplesmente atiravam em quem se aproximasse das valas que antecediam as cercas. Muitos morreram nessas valas, ou tentando fugir, ou simplesmente provocando a própria morte, uma busca pela liberdade que teimava em vir de outra forma. A área do campo é muito grande, é demorado percorrer ele todo, mas ele, na época, atingiu sua capacidade máxima com a chegada de cada vez mais prisioneiros, além da realocação de outros vindos de outros campos.

Local onde ocorriam fuzilamentos. A vala era para escorrer o sangue.

Local onde ocorriam fuzilamentos. A vala era para escorrer o sangue.

Memorial em homenagem aos mortos.

Memorial em homenagem aos mortos.

Grande área do campo de concentração de Dachau.

Grande área do campo de concentração de Dachau.

O visitante pode conferir ainda, em Dachau, um museu com fotos, cartazes, réplicas, roupas dos prisioneiros e muitas outras explicações sobre tudo o que aconteceu por ali. Deixa a visita ainda mais rica e completa.

Museu com roupas dos prisioneiros.

Museu com roupas dos prisioneiros.

Dachau possui uma loja logo na entrada, com diversos livros de vários autores sobre o assunto, além de DVDs com documentários sobre a história de tudo o que aconteceu ali e na segunda guerra mundial. Vale a pena separar um tempo para visitá-la.

O visitante pode optar por pagar por um aparelho que vai fazendo a guia durante o trajeto, é em torno de 3 euros. Nós decidimos não pegar, uma vez que o campo possui diversas placas explicativas em inglês e alemão. Mas vai da comodidade de cada um.

Uma outra dica é ir a pé da estação de trem de Dachau até o campo de concentração. Dachau é uma cidade pequena, linda e pacata, próxima a Munique, com muitas paisagens bonitas, além de não ter morros para cansar quem opta por ir a pé. Além disso, andar até lá é uma outra forma de sentir na pele o que sentiram os prisioneiros, que deixavam os trens de carga e iam caminhando em filas até o campo. Para os dias frios, ou para quem realmente não gosta de caminhar, ônibus saem periodicamente da estação rumo ao campo.

Apesar de ser uma visita triste e causar nó na garganta, recomendo, para quem vai passar uns dias em Munique, conhecer Dachau e seu campo de concentração. Acredito ser uma experiência enriquecedora que tem muito a oferecer a quem passa por ali. A principal lição é: Para nunca esquecer. E realmente são inesquecíveis os rastros que uma guerra pode deixar.

Para nunca esquecer.

Para nunca esquecer.

Como chegar:

Dachau é considerada região metropolitana de Munique, e isso facilita no transporte, pois o tíquete é o mesmo para andar de trem e ônibus em ambas as cidades.

Para ir a Dachau, a referência é a Estação Central (Hauptbahnhof) de Munique. Procure informações sobre a linha S2, sentido Dachau / Petershausen. A viagem dura cerca de 25 minutos e tudo é muito bem informado no sistema de áudio e nas tvs de informação nos vagões. Desça na estação de Dachau (Dachau Bahnhof) e siga em sentido à parte externa onde ficam diversos ônibus parados.

Nesse ponto você tem duas opções: caminhar ou ir de ônibus.

  • Caminhar: o campo fica a cerca de 3 km da estação, o caminho é todo sinalizado e em cada ponto de informação (são 12) há textos explicativos e fotos sobre a história. É conhecido como Weg des Erinnerns, algo como Caminho da Lembrança / para Lembrar.
(link da imagem original: https://www.kz-gedenkstaette-dachau.de/tl_files/images/gedenkstaette/rundgang/Grafik%20Weg%20des%20Erinnerns%20copy.jpg )

(link da imagem original: https://www.kz-gedenkstaette-dachau.de/tl_files/images/gedenkstaette/rundgang/Grafik%20Weg%20des%20Erinnerns%20copy.jpg )

  • Ônibus: ao sair da estação, diversos ônibus estarão parados. A linha que vai ao campo é a 726, sentido Saubachsiedlung. O caminho que ele faz é quase o mesmo feito a pé. Desça no ponto KZ-Gedenkstätte, é muito tranquilo reconhecer. Além do aviso em áudio, possivelmente 99% dos passageiros do ônibus vão descer também nesse ponto. Para voltar, basta pegar o mesmo ônibus, porém no sentido oposto. Atenção: o tíquete do trem vale para andar no ônibus, mas deve ser o que abrange as regiões branco e verde – chamado München XXL. Recomendo comprar para o dia todo (Tageskarte). Além de ser mais barato do que comprar cada trecho, você poderá andar sem preocupação em Munique e Dachau.

Mais informações, visite o site da empresa responsável pelo transporte público de Munique, MVV, e o site oficial do campo de concentração.

Planejador de horários de trem: MVV  (mude para as datas e horário que deseja, pode mudar a origem para alguma estação que esteja mais próxima ao seu hotel)

Dicas extras:

– Como o tempo de uma visita bem feita é geralmente longo, a fome virá e não há boas opções na região do campo de concentração – pelo menos não havia na época em que fizemos a visita (Novembro de 2011). Recomendo voltar para o centro de Dachau e comer em algum dos restaurantes.  Como já estávamos acostumados a comer em restaurantes turcos em Berlim, encontramos um bem próximo à estação e pedimos o delicioso Dürüm!

– Um ótimo livro para quem se interessa pelo assunto Holocausto, e quer saber mais como era a vida nos campos de concentração, é o MAUS – A HISTÓRIA DE UM SOBREVIVENTE. É uma história em quadrinhos que ganhou o prêmio Pulitzer. A leitura é fácil e agradável. Acredito que quem ler o livro visitará o campo de concentração com outros olhos.

Campo de Concentração de Dachau: Para nunca esquece| Alemanha

Fotos: Tiago Morais
https://www.flickr.com/photos/tiagobelchior/sets/

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23 Dec

Um conto de fadas chamado Rothenburg ob der Tauber | Alemanha

O que esperar de uma cidade que está localizada na Rota Romântica alemã? No mínimo, que ela seja bem romântica, claro. Mas Rothenburg ob der Tauber não é só romântica, como também é charmosa, aconchegante, acolhedora, fofa, linda de viver e cheia de histórias para contar. E o melhor: fica a apenas 3 horas de trem de Munique. Simplesmente imperdível.

Ruazinhas da linda Rothenburg

Ruazinhas da linda Rothenburg

Casinhas de Rothenburg

Casinhas de Rothenburg

 Como boa cidade medieval que é, Rothenburg já recebe seus visitantes com seu muro e seu portal, o que já fornece um clima diferenciado. Chegamos à cidade à noite e cansados, e logo que passamos pelo portal já nos deparamos com ruazinhas que nos fez ter a certeza de que o mundo real tinha ficado para fora do muro que cerca a cidade, e que dali para frente estávamos entrando em um verdadeiro conto de fadas.

Chegando a Rothenburg ob Der Tauber. Entrada da cidade.

Chegando a Rothenburg ob Der Tauber. Entrada da cidade.

 As ruas são de pedras, parecendo que foram colocadas ali de forma milimetricamente calculada para ficar bonito, e as casinhas, em sua maioria em estilo gótico alemão, ganham ainda mais charme com cortinas de renda e jardineiras florindo e enfeitando as janelas. É um bônus visitar Rothenburg na época de Natal, quando as ruas ficam ainda mais iluminadas, enfeitadas e com mini árvores de Natal penduradas no alto das casas. Andar à noite me fez sentir em vários contos da Disney, impossível não se render à magia que a cidade traz.

Tudo muito perfeito e lindo

Tudo muito perfeito e lindo

Repare no chão e nos detalhes das lojas.

Repare no chão e nos detalhes das lojas.

Diversas casas possuem placas contando sobre visitantes ilustres que lá se hospedaram, muitas com datas dos séculos XIV e XV – época em que a cidade se destacava pela riqueza de seus moradores -. Muitos reis passavam semanas e até meses lá “se aproveitando” da boa vontade.

Placa na parede de uma das casas, indicando a visita de um visitante ilustre.

Placa na parede de uma das casas, indicando a visita de um visitante ilustre.

 A sensação de se estar andando pelas ruazinhas de vilas de desenhos da Disney não é por acaso, uma vez que Walt Disney era um admirador incansável da cultura alemã. Muitos devem saber que, em uma de suas viagens ao país, ele se inspirou no Castelo Neuschwanstein, na Baviera, para construir o Castelo da Cinderela presente em seus parques. Mas sua inspiração não parou por aí. Em sua visita a Rothenburg ob der Tauber, mais uma vez encantado, ele tirou de cada detalhe a inspiração para o desenho Pinóquio. Eis, portanto, mais um motivo, dentre tantos outros, para se visitar a cidade: conhecer as inspirações do gênio Walt Disney.

Rothenburg vista do Jardim Medieval

Rothenburg vista do Jardim Medieval

Uma dica de atração para o começo da noite é ir para a praça da Prefeitura, que fica lindamente iluminada. Paramos por ali para admirar e ficamos curiosos por ter inúmeras pessoas se aglomerando cada vez mais. De repente, então, apareceu um homem encapuzado que, segurando uma lamparina, começou a conversar com os turistas presentes de uma forma bem misteriosa. Tratava-se do mais famoso guia da cidade. Seus passeios começam na praça principal e seguem pelas ruas, enquanto ele conta histórias bem divertidas e curiosidades sobre Rothenburg, acompanhado por inúmeros turistas. É uma forma bem interessante e divertida de conhecer a cidade durante a noite. Há causos sobre as casas, os moradores, e ainda sobre o muro. Tudo ali tem uma história e peculiaridade que aumenta ainda mais a admiração, a curiosidade e o encantamento pela cidade. O passeio não tem preço fixo, porém, ao final do trajeto, ele sugere valores para estudantes e adultos. Vale o valor cobrado!

Prefeitura da cidade toda iluminada.

Prefeitura da cidade toda iluminada.

O guia todo caracterizado.

O guia todo caracterizado.

Tour pela cidade. Olha a quantidade de turistas que seguem o guia enquanto ouvem suas histórias.

Tour pela cidade. Olha a quantidade de turistas que seguem o guia enquanto ouvem suas histórias.

Pela manhã, recomendo acordar cedo e sentir a áurea matinal pelas lindas ruas. À luz do dia a cidade parece ainda mais encantadora, ganhando um tom de vilarejo de onde se tem vontade de nunca mais sair. Sugiro refazer o caminho feito pelo guia para conhecer o jardim medieval da cidade também durante o dia. É um charme

Rothenburg bem cedinho.

Rothenburg bem cedinho.

A cidade também é linda durante o dia!

A cidade também é linda durante o dia!

Jardim medieval.

Jardim medieval.

Rothenburg vista do jardim medieval.

Rothenburg vista do jardim medieval.

É imperdível também tirar uma foto na esquina mais famosa de Rothenburg, aquela que aparece em anúncios de agências de turismo. Só se deve ter paciência para esperar um fluxo menor de pessoas, para a foto ficar mais bonita.

Esquina mais famosa de Rothenburg. É cartão postal da cidade.

Esquina mais famosa de Rothenburg. É cartão postal da cidade.

Há lojas variadas de artesanato local, com artigos muito lindos para presentear. Mas a loja mais incrível, e que é um verdadeiro sonho, é a Käthe Wohlfahrt, a conhecida loja de artigos para Natal, presente em toda a Alemanha. E o melhor: em Rothenburg fica a principal loja, ou seja, é enorme, com enfeites artesanais que nem imaginávamos que existiam. Na entrada, já tem o carro que era usado no começo da empresa, e que é mantido como tema da loja, o que já é uma atração à parte. Dentro, um mundo de artigos feitos no maior capricho, de todas as formas e tamanhos. A vontade é de morar lá, ou então de comprar tudo. É um passeio emocionante. Os preços dos produtos são bem salgadinhos, mas pelo menos alguma coisa vale a pena levar de lá, além do espírito de Natal que passa a viver incorporado no visitante. É uma loja que faz renascer a criança que mora em cada um.

Para quem não conseguir visitar Rothenburg na época de Natal, não se preocupe, pois essa loja fica aberta o ano inteiro, para a alegria geral dos milhares de visitantes.

Uma outra curiosidade sobre Rothenburg, é que a cidade contou com a sorte na II Guerra Mundial, pelos seguintes motivos:

  • Foi, pode-se dizer, quase toda poupada dos horrores da segunda guerra mundial, como ataques aéreos em massa e artilharia pesada por terra.
  • Segundo o guia da cidade, havia um militar das forças armadas aliadas que nutria um carinho por Rothenburg – John J. McCloy, Secretário Assistente de Guerra. Isso porque sua mãe viajou para a Alemanha e conheceu a cidade, levando para seu filho uma pintura retratando as ruas de Rothenburg. Durante a guerra chegou a seu conhecimento uma ordem de ataque aéreo à cidade alemã. Ele tentou evitar o ataque para poupá-la, mas infelizmente não foi possível.
  • No momento do ataque aéreo dos aliados, o céu estava bastante nublado e só parte da cidade e do muro que a cerca eram visíveis – por isso destruiu somente uma fração da cidade (cerca de 300 imóveis, 9 torres e 600 metros do muro). Então o militar interferiu e ordenou que a cidade fosse preservada, enviando somente um grupo de 6 soldados para negociar a retirada do exército alemão sem mais destruição. Contrariando a ordem do Hitler de lutar até o fim, o comandante local aceitou o acordo e permitiu o controle aliado.
  • A parte atingida foi reconstruída pouco depois, com ajuda de moradores e doações vindas de fora. Em retorno, os doadores ganharam pedras com seus nomes no muro revitalizado. Hoje, o muro continua protegendo Rothenburg e o turista pode conhecê-lo mais de perto, podendo acessar livremente a parte superior onde ficavam os guardas na Idade Média.
Muro de Rothenburg e sua escada de acesso.

Muro de Rothenburg e sua escada de acesso.

Dicas preciosas:

  • Se a viagem acontecer mais para o fim do ano com a intenção de conhecer a cidade enfeitada para o Natal, mesmo que o tempo amanheça ensolarado recomendo sair do hotel com um casaco. Com o cair da tarde esfria bastante, se já não amanhecer com uma temperatura baixa mesmo.
  • Em Rothenburg, na época de Natal, também tem a famosa feira de Natal presente em toda a Alemanha. Lá encontra-se de tudo, artigos para comprar, alimentos e bebidas. É um charme, não deixe de ir.
  • A cidade é bem pequena, conhecemos tudo com uma noite e um dia por lá. Mas é tudo tão lindo, tão fofo e encantador, que eu teria dormido mais uma noite, só para ter o prazer de passar mais umas horas em um lugar que parece uma vila de bonecas ou um vilarejo dos desenhos da Disney.
  • Ao jantar ou almoçar em um dos restaurantes locais, pedir a cerveja artesanal deles, que é uma delícia. Tem uma cor mais escura e é forte. – Em um próximo texto, dicas de um restaurante do qual gostamos bastante. Aguardem.
  • Passe umas horas no jardim medieval, apenas observando os detalhes. Na verdade, a cidade toda merece ser apreciada pelos detalhes. São essas pequenas particularidades como enfeites, flores, o desenho das casas, telhados que fazem dela tão especial. Então sugiro separar momentos apenas para admirar, sem pressa.
  • Tirem bastantes fotos, porque é só com elas que as pessoas acreditam, ou pelo menos têm uma ideia, do quanto Rothenburg é especial e maravilhosa.
As ruazinhas e suas casinhas cheias de detalhes. Repare nas cortinas nas janelas.

As ruazinhas e suas casinhas cheias de detalhes. Repare nas cortinas nas janelas.

Flores nas janelas e sacadas.

Flores nas janelas e sacadas.

Como chegar a Rothenburg ob der Tauber:

A cidade é acessível de carro ou de trem. Caso opte por ir de carro, recomendo deixá-lo fora do muro, onde há um estacionamento específico para isso. A cidade antiga é pequena e com ruas estreitas, então você poderá aproveitar mais a pé.

De trem, Munique é a cidade de onde a maioria das pessoas partem. Mas há outras cidades grandes até mais próximas, como Stuttgart, Würzburg e Nuremberg. Qualquer que seja o início da sua viagem, a cidade referência é Steinach – chamada de Steinach bei Rothenburg ob der Tauber. De lá você pegará um trem regional (Regionalbahn – RB) até Rothenburg, que dura cerca de 14 minutos.

Nós usamos um bilhete especial chamado “Bayern-Ticket”, que vale para um dia em todos os trens regionais no estado da Baviera (excluindo o ICE, trem de alta velocidade alemão). O valor é de 23 Euros para uma pessoa, e + 5 Euros para cada pessoa adicional. O uso é sem limite.

Os bilhetes podem ser comprados em qualquer máquina automática nas grandes estações das maiores cidades, mas recomendamos comprar pessoalmente com algum atendente da Deutsche Bahn – DB. Foi a atendente que nos sugeriu esse bilhete especial, o que nos economizou mais de 50 Euros em bilhetes individuais!

 Estacionamento na entrada de Rothenburg. Ao fundo o muro que cerca a cidade.

Estacionamento na entrada de Rothenburg. Ao fundo o muro que cerca a cidade.

Aproveitem tudo o que a Rota Romântica da Alemanha pode oferecer, e Rothenburg ob der Tauber, sem dúvida, faz parte de uma ótima pedida para uma viagem inesquecível!

 Fotos: Tiago Morais

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