15 Aug

Visitando o maravilhoso castelo Neuschwanstein ao sul da Alemanha

Neuschwanstein, o castelo de contos de fadas.

Um passeio imperdível para quem vai visitar Munique, ao sul da Alemanha, é conhecer o famoso, lindo e suntuoso castelo que serviu de inspiração para que Walt Disney criasse seu próprio castelo da Cinderela: O castelo Neuschwanstein – Schloss Neuschwanstein em alemão -, localizado nos Alpes bávaros, na fofa e pacata cidade de Füssen. Além de paisagens e lugares que mais parecem saídos de um livro de contos de fadas, o visitante fica conhecendo toda a interessante história do Rei Luís II – Ludwig II em alemão – pitoresco rei da Baviera. Fazem parte do roteiro, ainda, o castelo Linderhof – Schloss Linderhof –, que é outro castelo do Rei Ludwig II, menos suntuoso, mas também muito bonito, e a cidadezinha de Oberammergau, pequena e também parecida como saída de um conto de fadas.

A empresa pela qual fizemos este passeio é a GrayLine Sight Seeing e tem saídas diárias. O passeio dura um dia inteiro, saindo de Munique pela manhã, retornando no começo da noite. O ônibus da empresa fica esperando os passageiros em frente à estação central de Munique. Aconselho chegar cedo para pegar um lugar no ônibus com vista boa. Como ele possui dois andares, escolhemos nos sentar no andar de cima, na segunda fileira, pois assim pudemos acompanhar as vistas da estrada e do caminho, que são belíssimas. Vale dizer que o ônibus é muito confortável. O passeio é todo acompanhado por um guia que fala inglês e, através do microfone, conta, ao longo do caminho, as histórias envolvendo o Rei Ludwig II e toda a sua excentricidade. Sua ousadia fez com que mandasse construir três dos mais belos castelos da Alemanha e do mundo. Ele somente chegou a morar no Castelo Linderhof, que foi o único concluído com o Rei Ludwig II ainda em vida, e também por pouquíssimos dias no Neuschwanstein, que, juntamente com o Castelo Royal de Herrenchiemsee, não fora concluído antes de sua morte, em 1886. Porém, ainda assim, todos os três foram um marco no turismo da Alemanha, uma vez que atraem, anualmente, pessoas do mundo inteiro. Este passeio inclui dois dos três castelos, o Neuschwanstein e o Linderhof. Há uma opção de passeio separado para o terceiro castelo do Ludwig II, o Castelo Royal de Herrenchiemsee, que foi inspirado no Palácio de Versailles, na França. Acesse o passeio aqui.

Ônibus da empresa que faz o passeio aos castelos do Rei Ludwig II.

O ônibus segue por uma das Autobahns, que são as famosas estradas alemãs sem limite de velocidade, e que possuem como moldura os Alpes. A vista é realmente de encher os olhos. Pelo caminho, o guia fala sempre quando alguma localidade tem relação com a história do Rei Ludwig II, como por exemplo, o lago onde ele foi encontrado morto por afogamento. Algumas outras curiosidades ao longo do caminho também são sinalizadas por ele.

Viajando pelas Autobahns.

Viajando pelas Autobahns com os Alpes nevados ao fundo.

Autobahn com os Alpes nevados ao fundo.

Após estradas estreitas, vistas de pequenas cidades e muitas subidas, chegamos à primeira parada do passeio: o Castelo Linderhof. Fazendo parte do caminho a pé até ele, o visitante pode notar o bom gosto do pitoresco Rei Ludwig II ao escolher um local com belíssimas paisagens para construir seu castelo. Os lagos e vegetações parecem pinturas e o castelo complementa o que parece ser um quadro, tamanha a perfeição do lugar. O Linderhof é bem menor do que o Neuschwanstein, não tem aquele formato típico de castelo encantado, mas também é bonito e foi construído com luxo e requinte. O jardim e fontes projetados que o cercam, além dos móveis, pinturas e ouro que compõem seu interior estão lá para provar que o Rei Ludwig II valorizava um estilo de vida nada modesto. Na visita guiada ao seu interior é possível admirar tudo isso de perto, e ver a vista magnífica das janelas de cada cômodo. A vontade é de realmente não ir embora e viver por ali com as mesmas regalias de seu antigo dono. Não seria nada mal.

Uma das pequenas e charmosas cidades que estão no caminho para o Castelo Linderhof.

Vista de uma das pequenas cidades do caminho quando o ônibus começa as subidas rumo ao Castelo Linderhof. O dia estava bonito, mas havia nevado durante a madrugada.

Uma das pequenas e charmosas cidades que estão no caminho para o Castelo Linderhof.

O ônibus pega algumas subidas até chegar ao Linderhof.

Estrada nevada rumo ao Castelo Linderhof.

Estrada nevada rumo ao Castelo Linderhof.

A foto não ficou muito boa por causa do ônibus em movimento, mas já dá para se ter uma noção das belezas presentes nos caminhos do passeio.

Já no caminho a pé para o Castelo Linderhof.

Já no caminho a pé para o Castelo Linderhof.

Lago congelado no caminho a pé para o Castelo Linderhof.

Caminho a pé para o Castelo Linderhof.

Lindo caminho a pé para o Castelo Linderhof.

Lindo o visual no caminho a pé para o Castelo Linderhof.

Frente do Castelo Linderhof. Não são permitidas fotografias em seu interior.

Jardim do Castelo Linderhof. No verão as fontes ficam ligadas e a grama verde.

Paisagem nos arredores do Castelo Linderhof. Não parece uma pintura?

Restaurante no caminho para o Castelo Linderhof.

De volta ao ônibus, seguimos para a próxima parada, a pequena e charmosa cidade de Oberammergau. Além das casas no clássico estilo gótico alemão, todas muito bem cuidadas e pintadas, sendo algumas com jardineiras e pinturas diferenciadas, as lojas são uma atração à parte. Isso porque é impressionante a quantidade de relógios “Cuco” que são vendidos no local. Com variados tamanhos, cores e temas, os “Cucos” revestem paredes inteiras das lojas e fazem muito barulho. É simplesmente encantador observar toda aquela variedade. Os preços são um pouco salgados e transportá-los na volta ao Brasil pode ser trabalhoso, mas visitar a cidade de Oberammergau e sair sem um relógio “Cuco” é de partir o coração. Após algum tempo na cidade, é chegada a hora de retornar ao ônibus para a última e mais esperada parada do passeio: o Castelo Neuschwanstein.

Chegada à cidade de Oberammergau.

A fofa Oberammergau.

Café em Oberammergau.

Oberammergau e suas lindas casinhas.

Relógio Cuco na fachada de uma das lojas de Oberammergau.

A estrada que leva ao Neuschwanstein é tão bonita quanto todas as outras do passeio. Distraídos com tanta beleza, os turistas mal percebem quando o ônibus vira em uma esquina onde fica uma linda igrejinha e já se encontra de frente para as montanhas onde está o castelo que mais parece saído de um conto de fadas. É uma emoção vê-lo, mesmo que ainda tão pequeno quando comparado a todo o cenário onde ele fica. O ônibus para em frente a uma loja onde são vendidos os ingressos para visitá-lo por dentro, e aí então todos da excursão são liberados para almoçar. O castelo dali já fica bem mais visível e, quando achamos que ele é a única atração do local, avistamos à direita o Castelo Hohenschwangau, que é onde o Rei Ludwig II passou sua infância com seus pais e seu irmão. Desde pequeno, Ludwig II possuía um gosto excêntrico e uma personalidade incomum. Do castelo onde vivia com seus pais, admirava a vista e já planejava construir sua própria moradia ali mesmo, e foi o que fez. De Hohenschwangau acompanhou a construção do Neuschwanstein incrustado na montanha. Não poupou gastos e nem mediu seus luxos. Baseou muitos dos cômodos e estruturas nas obras do maestro e compositor Richard Wagner, nos cenários de suas peças que tanto amava e por quem nutria uma enorme admiração. Já era tradição em sua família o amor também pelos cisnes. Vários cômodos e adornos de seus castelos eram baseados nessas aves, que ele achava tão bonitos e elegantes.  O nome do castelo em alemão, inclusive, significa Nova Pedra do Cisne. Uma curiosidade é que diz uma lenda que a peça O Cisne Negro foi feita em homenagem ao Rei Ludwig II. Vale a pena conhecer a história por trás desse castelo maravilhoso e do Rei que teve a ousadia de dar-lhe forma.

Estrada já se aproximando do Castelo Neuschwanstein.

Vilarejo onde estão os castelos Hohenschwangau e Neuschwanstein.

Nosso ônibus à direita, o local onde vende a entrada do Neuschwanstein à esquerda e, entre eles, ao fundo, o Castelo Neuschwanstein no alto da montanha.

O lindo Castelo Hohenschwangau dos pais do Rei Ludwig II, onde ele passou sua infância.

O belo Castelo Hohenschwangau.

O Castelo Neuschwanstein no alto da montanha. Na época em que o visitamos, sua parte de trás estava em obras, porém isso não atrapalhou em nada a visita.

Há mais de uma opção para almoço nas proximidades do castelo. Escolhemos almoçar no restaurante do hotel Lisl Jägerhaus. O lugar é bonito e aconchegante e a comida é boa, assim como os preços. Recomendamos. Logo após o almoço, começamos a nos programar para a subida ao Neuschwanstein, que é um pouco longa. Há que se ficar atento ao horário de entrada no castelo. As visitas são feitas em grupos, e os horários são pré-reservados. Há três opções de subida: a pé, de charrete ou de ônibus. Optamos por subir a pé, já que gostamos de andar e também porque queríamos parar ao longo do caminho para tirarmos fotos e apreciarmos a vista. À medida que vamos subindo, as paisagens para Schwangau, que é o nome da região de ambos os castelos, vão ficando de tirar o fôlego. Ao longo da subida também começamos a ver o castelo cada vez mais de perto, e o fim do caminho leva à base dele. É impressionante chegar, olhar para cima e se dar conta realmente de como ele é grande e cheio de detalhes. Para onde quer que se olhe há um belo visual, seja das montanhas, seja dos lagos que ficam próximos à região do castelo, seja do castelo de seu pai, que a essa altura fica bem pequeno no meio de toda a paisagem. Em um relógio grande é anunciado o horário das próximas visitas. Em pequenos grupos, um guia acompanha os visitantes ao longo do castelo, visitando salões de festas que nunca foram utilizados, escadarias intermináveis, janelas com vistas exuberantes, o quarto do próprio Rei Ludwig II, que possui uma cama grande, cadeira apropriada para suas leituras e obras com formatos de cisnes. As pinturas, os móveis, os cômodos, tudo é muito luxuosos e de muito bom gosto. Ao final do passeio, os visitantes são levados à lojinha do castelo com inúmeros souvenires do Neuschwanstein e do Rei Ludwig II. Uma observação importante é que não são permitidas fotografias no interior do castelo.

Cardápio do restaurante do Hotel Lisl Jägerhaus, onde optamos por almoçar.

Hotel Lisl Jägerhaus onde almoçamos.

Ao lado do hotel Lisl Jägerhaus onde almoçamos com o Castelo Neuschwanstein ao fundo, no alto da montanha.

Subida para o Castelo Neuschwanstein.

Visual para as montanhas, já próximo ao Castelo Neuschwanstein, e uma parte de uma de suas torres.

Vista já da entrada do Castelo Neuschwanstein. É de tirar o fôlego.

Vista de quando nos aproximamos do Castelo Neuschwanstein.

Entrada do Castelo Neuschwanstein.

Já no interior dos portões do Castelo Neuschwanstein, em seu pátio interno, com os grupos de visitantes já se reunindo para iniciar a visita guiada em seu interior.

Relógio no pátio interno do Castelo Neuschwanstein.

A bela vista para Schwangau dos arredores do Castelo Neuschwanstein. Dá para ver, ao longe, o Castelo Hohenschwangau, onde viviam o Rei Ludwig II com seus pais e irmão.

Assim que saímos, resolvemos ir até a ponte Marienbrücke (Ponte de Maria), que é uma ponte fina e comprida localizada entre as montanhas, que dá uma vista para o castelo de tirar o fôlego. É de lá que saem as fotos do castelo dignas de capas de revistas, pois é de lá que conseguimos vê-lo por inteiro, cravado nas montanhas. É imperdível. Foi a mãe do Rei Ludwig II quem mandou construir essa ponte antes mesmo de existir o Neuschwanstein. Ela caminhava muito por aquela região e acabou por construí-la naquele ponto, para interligar as duas montanhas. O Rei Ludwig II, então, mandou construir seu castelo naquele ponto, para que tivesse vista da ponte de sua mãe. Recomendo separarem um tempo razoável para visitá-la, uma vez que é um pouco longo o caminho que leva até ela, além de ser oposto ao caminho que leva de volta ao ônibus.

Caminho que leva à Marienbrücke, de onde se tem uma linda e privilegiada vista do Castelo Neuschwanstein.

Do Castelo dá para ver a Marienbrücke, ponte que a mãe do Rei Ludwig II mandou construir onde ela costumava passear.

Vista da Marienbrücke para o Castelo Neuschwanstein. A vista mais bonita de todas.

Marienbrücke. Fina, altíssima e com um visual maravilhoso.

A bela vista da Marienbrücke.

Algo que sempre recomendo nos meus textos é que os visitantes observem os detalhes. Muitas vezes nos preocupamos com a melhor foto e o melhor ângulo, e acabamos nos esquecendo de aproveitar o local ao vivo e a cores. Essa região de Schwangau e todos os outros lugares do passeio possuem muitos detalhes, e a beleza também está neles. Sugiro separarem um tempo para fotos e filmagens, mas um tempo ainda maior para apreciarem os detalhes, repararem neles com calma, imaginando a vida que o Rei Ludwig II levava naquela região desde criança. Dizem que Ludwig II não queria saber de governar a Baviera. Ele queria mesmo era ficar vagando pela mata próxima aos castelos. Muitas vezes era encontrado cercado por animais admirando a paisagem. É legal, portanto, passear imaginando ele andando por ali e tentar sentir um pouco da liberdade que ele devia sentir naquele cenário maravilhoso.

É chegado o fim do passeio. O ônibus tem horário marcado para partir de volta à Munique quando todos devem retornar ao local combinado. Recomendo avaliarem bem o horário de retorno, pois tivemos que descer a montanha correndo por não termos calculado o tempo corretamente. Fomos os últimos a retornarem ao ônibus. É melhor descerem com antecedência e com calma, por mais que dê vontade de ficar ali para sempre!

Caminho de volta ao ônibus.

Já de volta a Munique, o ônibus deixa os passageiros no mesmo local em que os pegou, em frente à estação central de trem de Munique. Fica o registro na memória e nas fotos de um dia muito especial na mágica região da Baviera.

Legenda: Visita inesquecível!

Fotos: Tiago Morais (Twitter/Instagram/Flickr)

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Categorias: Alemanha, Europa
01 Feb

Berlim: Como é visitar o Parlamento Alemão

Quem avista o Parlamento Alemão (Bundestag), em Berlim, não imagina os acontecimentos que estão por trás de sua história, e nem a importância que ele tem para os alemães. Uma forma bem interessante de descobrir é fazendo uma visita, que possibilita ao turista não apenas ficar por dentro de suas curiosidades, como também apresenta os principais pontos da capital alemã. É uma visita imperdível, principalmente para aqueles fascinados por história e cultura.

Parlamento

Parlamento

Construído em 1894, o Parlamento já chamou a atenção pela sua suntuosidade, e sempre foi palco de grandes acontecimentos na história da Alemanha. Foi nele a proclamação da República em 1918 e, em 1933, sob circunstâncias até hoje desconhecidas, e pouco tempo depois de Adolf Hitler ter subido ao poder como Chanceler, o prédio e sua cúpula sofreram um incêndio que acabou por destruir boa parte de sua estrutura. Esse incêndio misterioso significou a mudança de algumas leis e o início da perseguição nazista a seus opositores políticos.

Como era o Parlamento alemão antes de pegar fogo

Como era o Parlamento alemão antes de pegar fogo

 

Parlamento pegando fogo em 1933

Parlamento pegando fogo em 1933

 

Parlamento bombardeado. Seu estado após a Segunda Guerra Mundial

Parlamento bombardeado. Seu estado após a Segunda Guerra Mundial

 

Soldados russos colando a bandeira sobre o Parlamento, com a cidade em chamas ao fundo. Essa foto é bem conhecida e considerada um dos símbolos da Segunda Guerra Mundial

Soldados russos colando a bandeira sobre o Parlamento, com a cidade em chamas ao fundo. Essa foto é bem conhecida e considerada um dos símbolos da Segunda Guerra Mundial

 

O Parlamento manteve-se fechado durante todo o período nazista na Segunda Guerra Mundial, e foi reconstruído entre os anos de 1961 e 1971, de maneira mais simplificada, e sem a cúpula, que só veio a ser refeita posteriormente, após a reunificação alemã, em 3 de outubro de 1990. Nessa ocasião, o governo, que havia se mudado para a cidade de Bonn durante a Guerra Fria, mudou-se de volta para Berlim, o que acabou incentivando uma nova reforma no edifício do Parlamento nos anos de 1995 a 1999. Dessa vez, o renomado arquiteto Sir Norman Foster, projetou uma cúpula de vidro de 23,5 metros de altura sobre a sala do plenário, com a ideia de dar um ar de modernidade ao prédio. Hoje, tanto o Parlamento quanto sua bela cúpula compõem a paisagem da cidade e oferecem uma visita incrível para turistas do mundo inteiro, além de ser sede das principais decisões e trabalhos do governo alemão.

A bela cúpula de vidro no alto do Parlamento

A bela cúpula de vidro no alto do Parlamento

 

Parlamento após a reforma e como está atualmente

Parlamento após a reforma e como está atualmente

Ainda com relação à estrutura do prédio, há uma curiosidade no que diz respeito à escrita na sua fachada, “Dem Deutschen Volke”, que significa “Ao Povo Alemão”, em alemão. Essa inscrição foi feita por judeus que, por uma triste ironia, foram duramente perseguidos pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, e foram mortos no Holocausto.

Explicações da história da placa feita por judeus e que depois foram perseguidos pelo nazismo

Explicações da história da placa feita por judeus e que depois foram perseguidos pelo nazismo

 

A placa “Dem Deutschen Volke” no Parlamento

A placa “Dem Deutschen Volke” no Parlamento

Há 4 formas distintas e gratuitas de se fazer a visita ao Parlamento:

  • Uma mais simples, que inclui apenas a cúpula;
  • Uma visita guiada, em inglês, pelo interior do prédio, incluindo também a cúpula – é a melhor e mais completa opção;
  • Uma Palestra concedida por funcionários, em inglês.
  • Acompanhamento de debates no Plenário pelo visitante durante 1h. Não há tradução dos discursos que são feitos em alemão. (obs.: essa opção não está disponível na lista principal do site. A possibilidade é de estar desabilitada por questões de segurança).

As visitas acontecem em grupos, em horários previamente agendados pelo visitante. Quem se interessar, deve acessar o site, escolher o tipo de visita, o dia e horário desejados. Os horários, diga-se de passagem, incluem vários períodos do dia, também já demarcados pelo governo. O site pode ser acessado clicando aqui.


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É importante chegar com antecedência, uma vez que os grupos dão entrada no prédio pontualmente no horário combinado. O início da visita se dá com o guia levando o grupo até uma sala, onde algumas considerações, curiosidades e esclarecimentos são dados aos presentes (as palestras são dadas em inglês). Logo, todos seguem pelos corredores, sendo o ponto alto, na minha opinião, o momento em que nos são apresentadas paredes com pichações de soldados russos, assim que tomaram o Parlamento ao invadir Berlim, em 1945. A tomada do Parlamento foi um símbolo de derrota da Alemanha nazista na Segunda grande guerra e, para celebrar e deixar suas marcas, os soldados escreveram seus nomes, colocaram datas e deixaram recados para suas famílias. Essas paredes foram preservadas e mantidas mesmo após as restaurações. É uma parte importante da triste história da guerra que se mantém viva em um dos mais importantes prédios da Alemanha. Um sinal de que a história não pode mesmo ser ignorada e esquecida. É bem interessante e indescritível observar essas paredes, o sentimento é de que se está um pouco mais próximo de tudo o que aconteceu por ali há tantos anos.

Parede com pichações de soldados russos, na época em que tomaram o Parlamento após a invasão a Berlim

Parede com pichações de soldados russos, na época em que tomaram o Parlamento após a invasão a Berlim

A visita inclui, ainda, passar pela porta do gabinete da atual chanceler alemã Angela Merkel. Os visitantes passam, também, por um corredor apertado, com inúmeras placas com nomes de políticos alemães que foram perseguidos na época da guerra. São centenas deles.

Placa na porta da sala de trabalho da Angela Merkel

Placa na porta da sala de trabalho da Angela Merkel

 

Corredor com placas com nomes de políticos alemães que foram perseguidos

Corredor com placas com nomes de políticos alemães que foram perseguidos

Uma parte também especial da visita é uma pequena palestra concedida no plenário, onde vemos, na TV, Angela Merkel trabalhando e proferindo seus discursos, com a grande águia, que é símbolo do país, ao fundo. É um salão realmente suntuoso, e é emocionante sentar em uma das cadeiras onde são discutidas e definidas as leis do país. Ao olhar para cima, vemos a grande cúpula de vidro do Parlamento, local da próxima parada do passeio.

Plenário alemão

Plenário alemão

Chegar à cúpula é o momento mais esperado pela maioria dos visitantes. Cada um ganha um guia digital, no idioma que escolher (tem a opção de português de Portugal), para acompanhá-lo na caminhada pela estrutura. Nesse momento, o funcionário que foi guia nas etapas anteriores já não está mais à frente dos visitantes, que podem andar para o lado que escolherem. Logo na base, se encontra uma estrutura grande e circular com várias fotos e histórias do Parlamento. Ao completar a volta nessa estrutura, já dá para se ter noção do que o Parlamento já presenciou desde sua construção. Há o detalhe de que passar pelas explicações com fotos não é, necessariamente, a primeira opção na cúpula a ser vista. As pessoas podem começar por onde quiserem. Eu preferi começar pela história do Parlamento.

Estrutura na base da cúpula com fotos e explicações sobre a história do Parlamento

Estrutura na base da cúpula com fotos e explicações sobre a história do Parlamento

 

Acompanhando as explicações sobre a história do Parlamento

Acompanhando as explicações sobre a história do Parlamento

 

Uma das fotos com explicações sobre a história do Parlamento

Uma das fotos com explicações sobre a história do Parlamento

Logo em seguida começa a subida pela cúpula, que foi feita de vidro para dar a ideia de transparência ao governo alemão, uma vez que, ao se olhar para baixo, dá para ver o plenário visitado anteriormente. O vidro foi escolhido, ainda, para um melhor aproveitamento da luz diurna, pois a parte central possui espelhos que se movimentam, fornecendo maior iluminação para o interior do prédio. É uma forma inteligente de se economizar energia. A cúpula também capta água da chuva para uso interno nas estruturas do prédio. É um projeto definitivamente moderno, inovador e ecológico.

 Início da subida pela rampa

Início da subida pela rampa

 

Estrutura complexa da cúpula

Estrutura complexa da cúpula

 

Rampas interativas da cúpula

Rampas interativas da cúpula

 

Pessoas subindo pelas rampas

Pessoas subindo pelas rampas

 

Vista do Plenário lá do alto da cúpula. Eis a ideia de transparência do trabalho do governo, sugerida pelo arquiteto Sir Norman Foster

Vista do Plenário lá do alto da cúpula. Eis a ideia de transparência do trabalho do governo, sugerida pelo arquiteto Sir Norman Foster

Subindo pela rampa, é interessante observar que não passa ninguém descendo. Isso porque a rampa para quem sobe é diferente da utilizada para descer do topo. Mais um detalhe curioso da estrutura da cúpula.

Ao ir subindo a rampa e olhando a vista, o guia digital, em alguns pontos, começa a falar, sugerindo ao visitante que olhe para determinado lugar e, então, inicia umas explicações sobre esse ponto que está em foco. Como a cúpula tem uma vista de 360 graus da cidade, o turista passa a conhecer várias curiosidades e locais de Berlim, com uma explicação individual e detalhada, no idioma escolhido. É incrível! Um exemplo é de quando se está passando na direção do consulado inglês, e o guia sugere parar, observar e esclarece que está se referindo ao consulado inglês, além de contar uma pequena história. É um percurso para se fazer com calma, devagar, tendo em mente que se está sendo apresentado à capital alemã e suas curiosidades. A descida já é sem a interação do guia digital.

Eu acompanhando as explicações do guia digital, que está na minha mão

Eu acompanhando as explicações do guia digital, que está na minha mão

 

Uma das vistas da rampa da cúpula. Mais à frente, um trem de alta velocidade alemão –ICE - percorre os trilhos

Uma das vistas da rampa da cúpula. Mais à frente, um trem de alta velocidade alemão –ICE – percorre os trilhos

 

No alto da cúpula

No alto da cúpula

De volta à base da cúpula, o visitante pode ir para o lado de fora, onde também é possível visitar. É a parte aberta do topo do Parlamento, portanto, se for época de inverno, o frio e os ventos podem ser cruéis, devido à altura do prédio. A dica é ir bem agasalhado, utilizando casacos bem fechados, cachecol, touca e luvas. Lembro-me de, na primeira vez que fiz a visita, no Outono ainda, nem conseguir ficar muito tempo lá fora. Parecia que meu rosto iria congelar.

Do lado de fora da cúpula. O vento é muito frio e forte, a dica é ir bem agasalhado

Do lado de fora da cúpula. O vento é muito frio e forte, a dica é ir bem agasalhado

 

Vista do alto do prédio do Parlamento, do lado de fora da cúpula

Vista do alto do prédio do Parlamento, do lado de fora da cúpula

Para ir embora, basta se dirigir novamente ao interior do prédio, devolver o guia digital, e seguir até o elevador para retornar ao térreo. Antes, é possível pegar folhetos com informações e curiosidades sobre o Parlamento, além da constituição alemã.

detalhe do crachá que deve ser utilizado durante a vista. É disponibilizado no local.

detalhe do crachá que deve ser utilizado durante a vista. É disponibilizado no local.

O Parlamento fica próximo ao Portão de Brandenburgo, um dos principais cartões postais de Berlim, e bem ao lado também do Tiergarten, famoso parque da cidade. A melhor opção para se chegar até lá é partir da Estação Central (Hauptbahnhof), que possui uma linha de metrô exclusiva que leva ao Parlamento – linha U55. Essa linha é temporária, pois está passando por obras para ampliação, mas é a que funciona atualmente. A saída do túnel do metrô já fica bem ao lado do prédio.

Placa da estação de metrô indicando a linha U55, que leva até o Parlamento

Placa da estação de metrô indicando a linha U55, que leva até o Parlamento

Visitar o Parlamento é programa obrigatório para quem está passeando pela capital alemã. É uma ótima forma de conhecer a história, alguns dos pontos turísticos de Berlim, mesmo que do alto, e de conhecer uma joia da política alemã que já presenciou tantos acontecimentos decisivos para a Alemanha ao longo de sua história. Vale mesmo a pena uma visita.

O Parlamento é ainda mais lindo ao vivo

O Parlamento alemão é ainda mais lindo ao vivo

Fotos: Tiago Morais

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30 Apr

Campo de Concentração de Dachau: Para nunca esquecer | Alemanha

Todos sabemos das crueldades que o holocausto fez acontecer durante a segunda guerra mundial, e hoje, uma das frases mais presentes em memoriais e museus que retratam esse inaceitável episódio, é: Para nunca esquecer. Ou seja, esses memoriais, além de retratarem a história, possuem o objetivo de fazer com que gerações sucessoras à segunda grande guerra nunca se esqueçam do que aconteceu, justamente para que, de forma alguma, seja repetido. E ao visitar o campo de concentração de Dachau no sul da Alemanha, por exemplo, é impossível mesmo esquecer das sensações e lembranças de uma visita que parece nos inserir novamente no cenário de 1939 a 1945 – período da segunda guerra.

Campo de Concentração de Dachau: Para nunca esquece| Alemanha

Portão de ferro da entrada do campo, com a famosa frase Abeit macht Frei (O trabalho liberta). No ano passado ele foi roubado, porém, em Abril desse ano, ganhou um novo.

Ontem completaram 70 anos que os exércitos aliados resgataram os últimos sobreviventes de Dachau, um dos primeiros campos de concentração construídos aos comandos de Adolf Hitler. A princípio servia apenas para prisioneiros de guerra, mas com o tempo foi se tornando um local de desova e de maus tratos a quem não era pertencente e aceito pela raça ariana, tão defendida pelo ditador alemão. Era exatamente o dia 29 de abril de 1945 quando soldados americanos adentraram o campo, avistando o que parecia tudo, menos corpos humanos. Eram simplesmente “esqueletos vestidos de pele”, como descreveu o rabino militar norte-americano Eli Bohnen, e a sensação foi de vergonha por pertencer à raça humana, que tinha cometido aquela barbaridade, segundo suas palavras: “Quanto mais adentrávamos o campo de concentração, (…) mais eu me sentia inferior ao cachorro (que acompanhava as tropas americanas), porque, como pessoa, eu pertencia à raça responsável por Dachau”. (Fonte: Deutsche Welle Brasil)

Foto de quando o campo foi libertado por soldados americanos, há 70 anos. Essa foto é uma das presentes nos vários cartazes expostos pelo campo.

Foto de quando o campo foi libertado por soldados americanos, há 70 anos. Essa foto é uma das presentes nos vários cartazes expostos pelo campo.

Dachau visto através de uma cerca de arame farpado.

Dachau visto através de uma cerca de arame farpado.

Cartazes explicativos em inglês e alemão.

Cartazes explicativos em inglês e alemão.

Por mais que já se tenham passado 70 anos, o sentimento que se tem ao visitar Dachau é bem parecido com o sentido por quem o libertou, acredito. É uma mistura de sensações inexplicável, como raiva, tristeza, nó na garganta, impotência, decepção e medo do que o ser humano já foi capaz de fazer com seu semelhante. Muitas estruturas foram derrubadas, mas uma amostra dos dormitórios e banheiros ainda está presente, e já é o suficiente para se imaginar o que deve ter sido dormir em beliches de madeira junto com inúmeras pessoas, devido à superlotação ao longo dos anos. Os banheiros, muito precários e sem nenhuma higiene, também são de impressionar. Em todos os locais possuem placas explicativas, e no caso das salas de refeição, o texto deixa claro que apanhava o prisioneiro que derrubasse no chão um grão sequer de comida. Os armários, muito bem conservados, ainda apresentam marcas de unhas daqueles que tiveram a infelicidade de estar ali naquela época.

As duas únicas estruturas mantidas em pé após a libertação do campo. Ao longo do corredor havia muitas outras, porém, hoje, restam apenas as marcações no chão.

As duas únicas estruturas mantidas em pé após a libertação do campo. Ao longo do corredor havia muitas outras, porém, hoje, restam apenas as marcações no chão.

Na foto à esquerda, o campo de concentração com todas as suas estruturas intactas.

Na foto à esquerda, o campo de concentração com todas as suas estruturas intactas.

Beliches de madeira. Não ofereciam qualquer conforto e abrigavam muitos prisioneiros.

Beliches de madeira. Não ofereciam qualquer conforto e abrigavam muitos prisioneiros.

Banheiros comunitários.

Banheiros comunitários.

Sala de refeições (obs.: estava muito frio nesse local)

Sala de refeições (obs.: estava muito frio nesse local)

Fizemos a visita a Dachau em novembro, no outono, e uma coisa que nos incomodou bastante foi o frio. Estávamos usando casacos, roupas térmicas, cachecóis, luvas, meias térmicas e botas, mas ainda assim o vento frio era de doer nos ossos. E por incrível que pareça, até mesmo dentro da estrutura dos dormitórios sentíamos muito frio. O chão de madeira fina faz parecer que os pés vão congelar, e é aí que, mais uma vez, nos colocamos no lugar dos prisioneiros, que utilizavam apenas uma roupa listrada fina e, muitas vezes, andavam até descalços pelas instalações. Ao ler uma das placas descobrimos, ainda, que até mesmo no auge do inverno os prisioneiros eram obrigados, antes mesmo de amanhecer, a permanecerem em pé por horas a fio, enquanto os soldados faziam sua contagem. Isso poderia durar o dia inteiro, quando acontecia de algum soldado errar os números. Não é à toa que muitos morreram de frio e de fome durante esse ritual diário. Impossível não imaginar pelo menos um pouco desse sofrimento ao sentir um vento gelado no rosto, mesmo com o cachecol protegendo.

Os prisioneiros de Dachau passaram por vários tipos de sofrimento. Além do frio e da fome, muitos adoeceram devido à moléstia que era comum nos vários campos de concentração pela Europa: o Tifo. Associada às más condições de higiene, a doença foi fatal para muita gente, que foi abandonada à própria sorte sem tratamentos e cuidados. Pelo contrário, os que tinham alguma chance de sobreviver aos campos de concentração eram aqueles que se mostravam fortes e aptos para os vários tipos de trabalhos a serem realizados nas instalações. Aqueles que estavam fracos ou doentes eram ou assassinados, ou enviados para as câmaras de gás, ou então eram levados para um dos prédios onde eram realizados testes pelos médicos nazistas. Sabe-se, inclusive, que a medicina evoluiu muito na época da segunda guerra, graças às várias experiências realizadas em seres humanos, principalmente no campo de Dachau. Uma experiência descrita por lá consistia em colocar presos ainda vivos em bacias com água e pedras de gelo, para ver como o organismo reagia.

Essa é a marcação simbolizando onde se encontrava a estrutura de número 5, local onde eram realizadas as experiências com os presos, feitas por médicos nazistas.

Essa é a marcação simbolizando onde se encontrava a estrutura de número 5, local onde eram realizadas as experiências com os presos, feitas por médicos nazistas.

Um outro momento marcante da visita é a parte de trás do campo, onde ficam as câmaras de gás e os crematórios. É indescritível a sensação de entrar em uma câmara de gás, onde o espaço não é grande e o teto é baixo (tenho 1,70m e o teto era pouco mais alto), e imaginar as muitas pessoas que eram intoxicadas ao mesmo tempo, sem roupa, quando achavam que estavam apenas indo tomar um banho. Há buracos no teto e nas laterais por onde passavam as latas com gases tóxicos, e a partir de então eram necessários poucos minutos para que todos morressem. Logo em seguida, os corpos eram empilhados em uma sala ao lado, para que fossem cremados. E as fotos indicam que eram pilhas infindáveis de corpos, todos muito magros. São imagens que sufocam, que nos fazem perguntar a todo momento a única coisa que dá para pensar: “Por quê?”

Interior da câmara de gás.

Interior da câmara de gás.

 Há ainda em Dachau os locais de execução a tiros, três igrejas, cada uma de uma religião, e torres de observação que serviam de controle para os soldados, que simplesmente atiravam em quem se aproximasse das valas que antecediam as cercas. Muitos morreram nessas valas, ou tentando fugir, ou simplesmente provocando a própria morte, uma busca pela liberdade que teimava em vir de outra forma. A área do campo é muito grande, é demorado percorrer ele todo, mas ele, na época, atingiu sua capacidade máxima com a chegada de cada vez mais prisioneiros, além da realocação de outros vindos de outros campos.

Local onde ocorriam fuzilamentos. A vala era para escorrer o sangue.

Local onde ocorriam fuzilamentos. A vala era para escorrer o sangue.

Memorial em homenagem aos mortos.

Memorial em homenagem aos mortos.

Grande área do campo de concentração de Dachau.

Grande área do campo de concentração de Dachau.

O visitante pode conferir ainda, em Dachau, um museu com fotos, cartazes, réplicas, roupas dos prisioneiros e muitas outras explicações sobre tudo o que aconteceu por ali. Deixa a visita ainda mais rica e completa.

Museu com roupas dos prisioneiros.

Museu com roupas dos prisioneiros.

Dachau possui uma loja logo na entrada, com diversos livros de vários autores sobre o assunto, além de DVDs com documentários sobre a história de tudo o que aconteceu ali e na segunda guerra mundial. Vale a pena separar um tempo para visitá-la.

O visitante pode optar por pagar por um aparelho que vai fazendo a guia durante o trajeto, é em torno de 3 euros. Nós decidimos não pegar, uma vez que o campo possui diversas placas explicativas em inglês e alemão. Mas vai da comodidade de cada um.

Uma outra dica é ir a pé da estação de trem de Dachau até o campo de concentração. Dachau é uma cidade pequena, linda e pacata, próxima a Munique, com muitas paisagens bonitas, além de não ter morros para cansar quem opta por ir a pé. Além disso, andar até lá é uma outra forma de sentir na pele o que sentiram os prisioneiros, que deixavam os trens de carga e iam caminhando em filas até o campo. Para os dias frios, ou para quem realmente não gosta de caminhar, ônibus saem periodicamente da estação rumo ao campo.

Apesar de ser uma visita triste e causar nó na garganta, recomendo, para quem vai passar uns dias em Munique, conhecer Dachau e seu campo de concentração. Acredito ser uma experiência enriquecedora que tem muito a oferecer a quem passa por ali. A principal lição é: Para nunca esquecer. E realmente são inesquecíveis os rastros que uma guerra pode deixar.

Para nunca esquecer.

Para nunca esquecer.

Como chegar:

Dachau é considerada região metropolitana de Munique, e isso facilita no transporte, pois o tíquete é o mesmo para andar de trem e ônibus em ambas as cidades.

Para ir a Dachau, a referência é a Estação Central (Hauptbahnhof) de Munique. Procure informações sobre a linha S2, sentido Dachau / Petershausen. A viagem dura cerca de 25 minutos e tudo é muito bem informado no sistema de áudio e nas tvs de informação nos vagões. Desça na estação de Dachau (Dachau Bahnhof) e siga em sentido à parte externa onde ficam diversos ônibus parados.

Nesse ponto você tem duas opções: caminhar ou ir de ônibus.

  • Caminhar: o campo fica a cerca de 3 km da estação, o caminho é todo sinalizado e em cada ponto de informação (são 12) há textos explicativos e fotos sobre a história. É conhecido como Weg des Erinnerns, algo como Caminho da Lembrança / para Lembrar.
(link da imagem original: https://www.kz-gedenkstaette-dachau.de/tl_files/images/gedenkstaette/rundgang/Grafik%20Weg%20des%20Erinnerns%20copy.jpg )

(link da imagem original: https://www.kz-gedenkstaette-dachau.de/tl_files/images/gedenkstaette/rundgang/Grafik%20Weg%20des%20Erinnerns%20copy.jpg )

  • Ônibus: ao sair da estação, diversos ônibus estarão parados. A linha que vai ao campo é a 726, sentido Saubachsiedlung. O caminho que ele faz é quase o mesmo feito a pé. Desça no ponto KZ-Gedenkstätte, é muito tranquilo reconhecer. Além do aviso em áudio, possivelmente 99% dos passageiros do ônibus vão descer também nesse ponto. Para voltar, basta pegar o mesmo ônibus, porém no sentido oposto. Atenção: o tíquete do trem vale para andar no ônibus, mas deve ser o que abrange as regiões branco e verde – chamado München XXL. Recomendo comprar para o dia todo (Tageskarte). Além de ser mais barato do que comprar cada trecho, você poderá andar sem preocupação em Munique e Dachau.

Mais informações, visite o site da empresa responsável pelo transporte público de Munique, MVV, e o site oficial do campo de concentração.

Planejador de horários de trem: MVV  (mude para as datas e horário que deseja, pode mudar a origem para alguma estação que esteja mais próxima ao seu hotel)

Dicas extras:

– Como o tempo de uma visita bem feita é geralmente longo, a fome virá e não há boas opções na região do campo de concentração – pelo menos não havia na época em que fizemos a visita (Novembro de 2011). Recomendo voltar para o centro de Dachau e comer em algum dos restaurantes.  Como já estávamos acostumados a comer em restaurantes turcos em Berlim, encontramos um bem próximo à estação e pedimos o delicioso Dürüm!

– Um ótimo livro para quem se interessa pelo assunto Holocausto, e quer saber mais como era a vida nos campos de concentração, é o MAUS – A HISTÓRIA DE UM SOBREVIVENTE. É uma história em quadrinhos que ganhou o prêmio Pulitzer. A leitura é fácil e agradável. Acredito que quem ler o livro visitará o campo de concentração com outros olhos.

Campo de Concentração de Dachau: Para nunca esquece| Alemanha

Fotos: Tiago Morais
https://www.flickr.com/photos/tiagobelchior/sets/

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